Um blogue sobre comunicação inteligente

06
Jun 11

 

As minhas "Novas Oportunidades" começaram com o iPad. Podia ter sido apenas com o computador, podia ter sido com o iPhone, mas foi com o iPad e, quando vivemos rodeados de gadgets (desde o relógio, um gadget antigo, ao telemóvel), isso significa uma considerável melhoria da nossa capacidade de estendermos o corpo e a mente que é para isso que servem os gadgets no homo sapiens sapiens. Nas outras variantes de homo, já não digo nada. 

As coisas que já fazia com o iPad mais que justificam a máquina. Uso aplicações lúdicas: ver que aviões passam por Portugal em tempo real, as águas do Yukon a correrem no Alasca, ouvir uma estação de rádio de Islamabad e por aí a diante. Brinquedos, mas que trazem muito "mundo". Para as minhas mãos. Uso aquilo que se pode chamar "aplicações de curiosidade" e leitura, como seja ouvir a recitação do Corão, ao mesmo tempo que corre o texto em árabe ou consultar a Vulgata, Shakespeare completo ou aquela "biblioteca" que os franceses encomendaram a Jean D' Ormesson para que não sejam os anglófonos apenas a terem livros mo iPad e que começa com um dos mais belos títulos da literatura A L'Ombre des Jeunes Filles en Fleures. E uso as que me são úteis: meteorologia, mapas de cidades interactivas, saber que livrarias há à minha volta e armazenar via código de barras os títulos de livros que quero comprar, ver televisão, etc.

Mas, as minhas "Novas Oportunidades" são as aulas que estão no UTunes e que podem ser descarregadas gratuitamente pata o iPad e ser vistas em qualquer altura. É verdade que muitas delas podem ser descarregadas para computador ou vistas no YouTube, mas, como diz o anúncio,  poder podia, mas não é a mesma coisa. Aqui é que a portabilidade quase total do iPad, o tamanho do ecrã muito mais adaptado à dimensão do nosso olhar do que o dos telefones, mesmo do iPhone, a qualidade gráfica, tudo representa uma nova dimensão de "ver" que é um ponto sem retorno. (...)

 

José Pacheco Pereira, Público 4 de Maio 2011. 

publicado por João Távora às 09:09
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Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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