Um blogue sobre comunicação inteligente

29
Nov 10

Serão assim as mesas de matrecos em Portugal daqui a uns anos?

 

No final dum programa de debate político na Antena 1 na passada Sexta-feira, os três reputados jornalistas participantes, referiram-se a um grande jogo de futebol no fim-de-semana, que eu ingenuamente pensei ser o meu Sporting vs Porto. Mas não, enganei-me: aludiam emocionados ao Barcelona vs Real de logo há noite, o grande espectáculo ibérico com patrocínio da GALP e com protagonistas lusos como Ronaldo e Mourinho, só para referir os mais mediáticos. Ninguém duvida que o share deste directo será esmagador. Sinal dos tempos e… da globalização, em véspera do 1º de Dezembro.

publicado por João Távora às 17:04

27
Nov 10

 

João Gomes de Almeida acompanha o congresso do JSD a decorrer este fim-de semana em Coimbra.

P.S.: Na sequência deste congresso Duarte Marques foi eleito o novo presidente da JSD com 61% dos votos.

publicado por João Távora às 12:01

26
Nov 10

 

O custo da dívida portuguesa há muito que deixou de ser um problema de comunicação; ao contrário, trata-se duma indisfarçável questão de facto, de substância. Por ora parece-me gratuita demasiada preocupação com os “discursos”, venham do ministro das finanças, venham de Angela Merkel, que digam uma coisa ou o seu contrário, nada disso comove os mercados. Nas empresas como na política as relações públicas, por mais competentes que sejam não dispensam uma realidade cooperante, um produto sólido ou ideia coerente.

publicado por João Távora às 16:12

24
Nov 10

Foi Rupert Murdoch, que instalou uma paywall no seu The Times no início deste ano, algo que fez franzir vários narizes (incluindo o meu). Estava, na realidade, a antecipar a predisposição dos leitores para pagarem por conteúdos, muito por força dos "tablets" (iPad, Samsung Galaxy Tab, entre outros) e do modelo de negócio que trazem consigo. É hoje já um facto em vários países que o público está a aderir em grande escala e, há quem diga, está até mais predisposto a ver e interagir com publicidade. Como diz o jornal i, é um verdadeiro "tablet" de salvação para o sector.

Alguns grupos editoriais portugueses já se aperceberam da enorme oportunidade. Ontem, num encontro sobre o tema organizado pelo grupo Impresa, Juan Antonio Giner da Innovation Media Consulting afirmou que as vendas destes equipamentos em Portugal devem chegar às 160 mil unidades em 2011.

Os tablets vão complementar o tráfego web tradicional, potenciando-o comercialmente e qualitativamente, resultando numa experiência mais rica para os leitores (e para quem investe).

Parece que todos ganham, ou ainda restam dúvidas?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 09:56

23
Nov 10

 

A publicidade caminha a passos largos para um modelo de proximidade pela mobilidade, acompanhando as pessoas para onde quer que vão, sugerindo aquilo que lhes é mais relevante. O iPhone e outros smartphones são uma plataforma de enorme potencial que só irá crescer com maiores níveis de adopção e de desenvolvimento tecnológico. Boas sinapses, a manter sob o radar, sem dúvida.

Como em tudo, os primeiros a chegar...

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 15:25



Porque os melhores vendedores são os próprios clientes, fique a conhecer o Groupon e veja como é um conceito que deve considerar para o seu negócio:

Groupon = group + coupon (cupão)

Modelo de negócio
: Uma loja cria uma promoção que só acontece se um número suficiente de pessoas se comprometerem a usufruir dela. Os potenciais clientes recebem um alerta para a promoção. Se quiserem participar, comprometem-se em comprar e, ao mesmo tempo, partilham com os seus amigos via redes sociais para que eles também se comprometam (aumentando as hipóteses da promoção se realizar). Quando o número suficiente de aderentes é atingido, podem imprimir os seus "groupons" (cupões) e dirigir-se à loja, beneficiando da dita promoção.

É um modelo de negócio onde todos ganham:

1. Os clientes recebem descontos (entre outras benesses)

2. As lojas ficam com uma garantia de afluência (podendo preparar a logística, garantir o bom atendimento e, claro, as aumentar as receitas)

3. As lojas vêem os seus produtos promovidos de forma gratuita

Mas há um terceiro beneficiário:
4. O Groupon, como plataforma, recebe uma comissão sobre as vendas (normalmente de 50%!)

Funciona porque:

1. Baseia-se na proximidade: As lojas promovem descontos localmente = facilidade de acesso e potencial fidelização de clientes da zona (que aliás é o grande objectivo, já que as margens de venda são "sacrificadas" pontualmente em troco de popularidade).

2. É low-cost: A tendência low-cost impera e quem não gosta de ter 50, ou 75% de desconto num par de calças?

3. Cria word-of-mouth: De uma forma inteligente, este modelo coloca todos os envolvidos a falar sobre a promoção e logo, sobre a marca, aumentando o potencial de sucesso.

4. É uma solução win-win(-win): É uma relação win-win entre clientes e marca e entre marca e Groupon.

O Groupon é talvez o melhor exemplo de social commerce, que é a face, ou layer, do e-commerce cujo foco está no passa-a-palavra entre os clientes, que servem de prescritores dos produtos que compram ou querem comprar.

O Groupon foi fundado por Andrew Mason, um estudante de música norte-americano, em 2008 e tornou-se na empresa com mais rápido crescimento na história da Web. Em 2010 ultrapassará os 500 milhões de dólares em receitas. Está em mais de 150 mercados, incluindo em Portugal.

As vantagens deste modelo é que é facilmente replicável. Já pensou em como pode adaptá-lo ao seu negócio?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:25

22
Nov 10

 

 

De como o desconcertante Mark Zuckerberg, um génio bilionário hoje com vinte seis anos, é biografado para o cinema oito anos depois da criação do seu Facebook. Ou como a imparável marcha tecnológica na ausência de outras referências fomenta a ilusão de que vivemos um século num decénio. É essa voragem da história alucinante que Aaron Sorkin (Os Homens do Presidente) escreveu em The Accidental Billionaires, que é projectada no cinema pelo gélido olhar do realizador David Fincher, num duríssimo testemunho sobre a intriga à volta dum grupo de estudantes de Harvard que disputam desregradamente as relações, o prazer e o êxito. Trata-se dum perturbante filme sobre os nossos dias e as trevas do nosso tempo, a vertigem do sucesso no desprezo pelos outros, ou do lado sombrio dum indivíduo centrado em si na criação da mais bem sucedida rede de partilha de impressões humanas.

 

Publicado originalmente aqui

publicado por João Távora às 10:11

19
Nov 10

O advento dos “social media” veio inequivocamente democratizar a Comunicação, despertando o interesse em novas áreas de negócio, organizações ou a zelosos e intervenientes cidadãos: Se os novos meios são por natureza um território de afirmação das Relações Públicas, não se lhes deve negar a sua natureza eminentemente democrática e orgânica, cuja “espontaneidade” potencia uma inegável efectividade nos resultados.


A inspiração, as boas ideias, o bom senso e o jeito para comunicar, são qualidades repartidas por onde menos se espera, e não é raro o surgimento de casos de sucesso comunicacional com as mais improváveis origens, emergentes das redes sociais. Acontece que o argumento diferenciador entre esses casos e as iniciativas profissionais não está certamente no clássico erro da concepção dum perfil inadequado numa página do facebook, cuja solução nada tem de transcendente. 

O acesso às modernas ferramentas de Comunicação a um universo há poucos anos impensável, se dá origem uma série de erros ingénuos que chocam o olhar dos profissionais mais puritanos, tem a grande virtude de, além da propiciar a revelação dos mais improváveis génios, de propagandear de forma massiva e nunca antes ambicionada nem em sonhos, a importância duma concepção profissional de uma Marca e de uma estratégia de Comunicação consistente e credível. Da importância das Relações Públicas.

publicado por João Távora às 12:17

18
Nov 10

O Vitor Cunha levanta no 31 da Armada uma questão sobre a qual já tinha meditado por diversas vezes. Que comunicação é esta vinda de uma entidade que se arvora em árbitro das comunicações de marketing dos outros aos consumidores? Ao pegar na última carta enviada pela DECO, também eu abri, vasculhei e me esforcei por encontrar - inclusive nas letras miudinhas idênticas às que tanto gostam de criticar -  uma informação tão básica como qual o preço da assinatura da revista afinal proposto aos assinantes, entre a catrefada de prémios e bónus e sei lá mais quê que nos é impingida. Só faltava termos que descobrir o valor depois de uma raspadinha.

Obviamente, deitei a carta para o caixote do lixo recordado quando fazia o mesmo ás cartas assinadas pela mítica Marta Neves, "autora" das cartas das Selecções do Reader's Digest em tempos idos. Como diz muito bem o Vitor, o caminho para se perceber o preço da assinatura é infernal.  E quem é o "génio" comunicacional que opta por este registo abrutalhado de contacto com o seu público alvo, em lugar de partilhar o seu negócio de forma clara e transparente? "Em casa de ferreiro espeto de pau", lá diz o ditado popular. Mas há limites. Ou deveria haver.      

publicado por João Villalobos às 19:27

Na próxima terça-feira, dia 23, lá estarei no Pavilhão do Conhecimento para o Encontro Tablets, organizado pelo Expresso com o patrocínio da Vodafone e da Samsung. Pelas 9h45 falará Juan Antonio Giner, presidente e fundador da Innovation International e cujo blogue, "What's Next: Innovations in Newspapers" desde já recomendo. A Innovation tem uma longa história de relacionamento com a imprensa portuguesa e no blogue é possível ler o post recente, publicado por Giner, a propósito do prémio alcançado pelo Diário de Notícias da Madeira como "European Local Newspaper of the Year".  A seguir, pelas 10h30, será a vez de ouvir Jon Hill, Design Editor do The Times. E à tarde há lugar para José Luis Peinó, Director de Negócio Digital do El País. Isto para mencionar apenas os oradores internacionais, sendo que cada um tem apenas 15 minutos no programa para a sua apresentação. Uma manhã em velocidade de cruzeiro, à semelhança da rapidez com que se move o mundo da informação digital.

publicado por João Villalobos às 15:03
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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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