Um blogue sobre comunicação inteligente

28
Dez 10

...Ou o twitter, ou o portal do Sapo, pelo menos. Parafraseando Orwell, todos os clientes são iguais mas alguns são mais iguais do que outros. E são-no porque têm a capacidade de influenciar e envolver muita gente à sua volta, para o bem e para o mal no que toca à reputação de uma instituição ou de uma marca. O Rodrigo Saraiva, na altura em que escrevo este post, já pergunta se a Ensitel trabalha com alguma agência de comunicação. Dadas as características da empresa, é mais do que provável que sim. Ou pelo menos, se não o faz, tem certamente alguém com as responsabilidades da assessoria de imprensa nos seus quadros.

Caberá agora a essa pessoa a ingrata tarefa de descalçar a bota em que alguém da Ensitel enfiou a reputação da marca, quando decidiu ameaçar com advogados em lugar de trocar o telemóvel da Maria João. Se já era óbvio que a Ensitel deveria ter trocado o telemóvel e calado, perante um cliente qualquer nas mesmas circunstâncias que ela, mais óbvio ainda é que cinco minutos de trabalho de casa prévio - nem que seja do dito cujo advogado - bastariam para perceber que a "nossa" Jonas do Sapo não é alguém com quem se deva ter atitudes como esta.

Há um mínimo de conhecimento obrigatório a ter pelas empresas quanto aos seus stakeholders. Saber quem são os influenciadores, os difusores de mensagens, os comunicadores de referência nesta ou naquela plataforma é um pressuposto básico. Com a atitude que tomou, a Ensitel transformou-se num case study pela negativa para o nosso sector. A ver vamos se o Rodrigo obtém a sua resposta e se a tal agência ou assessor, a existir, consegue salvar a face.     

Nota: Melhor do que eu é ler a Alda Teles aqui. Tal como ela diz: "Para além do diferendo típico fornecedor-consumidor (com a Ensitel procurando evitar a troca de equipamento) e independentemente do lado da razão (a minha opinião aqui é irrelevante), a Ensitel cometeu dois erros fatais:

 - Ignorou o perfil do cliente descontente em concreto: uma blogger com influência e uma consumidora exigente e persistente

 - Decidiu retaliar com o pior dos argumentos: exigiu que a cliente apagasse os posts que tinha escrito sobre o assunto, gerando uma onda geral de indignação numa comunidade unida, exactamente, pelos posts, isto é, por um sentimento muito próprio e pessoal de liberdade de expressão".

Nota 2: A saga entretanto continua e alguém da Ensitel quando contactado pelo Destak " remete para mais tarde ou outro dia um comunicado ou resposta". É mesmo de quem não sabe como as coisas se fazem.

Nota 3: Comunicado entretanto colocado pela marca na sua página do Facebook. Entre os primeiros 23 comentários que gerou, não se encontra um único que seja positivo.

publicado por João Villalobos às 15:29

21
Dez 10

 

Estamos prontos para parar as máquinas e celebrarmos o mistério da Vida que nos é oferecida!

publicado por João Távora às 18:36
editado por Leonardo de Melo Gonçalves em 22/12/2010 às 00:25
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17
Dez 10

 

De acordo com a Mashable, ontem os utilizadores do Facebook foram acidentalmente brindados com uma breve antevisão do que poderão ser as futuras alterações ao layout do site. Quarenta e cinco minutos após a nova página estar online o Facebook foi abaixo e assim permaneceu por quase uma hora - alguns internautas relatam que acederam esporadicamente durante esse período. Pelo aspecto tudo indica que a equipe do Facebook está a trabalhar numa aproximação ao seu conceito original.

Uma revelação que diz respeito às novas Páginas, é que seguem a mesma filosofia dos Perfis pessoais em estilo e design, com um menu do lado esquerdo que substitui a navegação por separadores. Apresentam também facilidades para os administradores alternarem entre as suas várias contas com o botão "Switch Accounts" que resulta num menu de login para todas as suas páginas.

Ainda ontem, aqui na Sinapse, comentávamos as diferenças, agora bem demarcadas, entre o novo layout dos Perfis e o estilo "antiquado" das Páginas. Parece que as mudanças estão para breve depois deste pequeno grande lapso dos “developpers” do Facebook que, claro, agradecemos.

publicado por João Távora às 16:46

14
Dez 10

Final do ano é tempo de balanços e previsões. Assim, a IDC International Data Corporation prevê para 2011 que mais de um milhão de aplicações serão disponibilizadas nas lojas online Apple e Android. O número de downloads deverá crescer de 10 mil milhões em 2010 para 25 mil milhões em 2011, o que significa uma verdadeira revolução nas formas de consumo de conteúdos e serviços.

Com a popularização da internet móvel e o uso de redes sociais, a IDC prevê que os gastos globais com Tecnologias Informação (TI) irão aumentar 5,7% em 2011, elevando o patamar de investimentos com TI para os 1,6 mil milhões de dólares.

Destas previsões que constam do estudo “IDC Predictions 2011 Welcome to the New Mainstream”, dedicado ao mercado mundial, destaca-se também o crescimento de 15% no investimento em serviços na “nuvem”, cinco vezes mais que outros segmentos.

publicado por João Távora às 18:35

13
Dez 10

Luís Paixão Martins toca aqui num dos nervos desta inflamada polémica em torno dos telegramas divulgados pela Wikileaks. Ou seja, o anonimato das fontes que estão na origem da informação agora publicada, por jornais de referência em todo o mundo. Não entro, pelo menos para já, na batalha que decorre sobre a legalidade ou legitimidade destas publicações. Mas noto que foi aberto um precedente quando se colocam no mesmo patamar e sem os distinguir, diplomatas experientes e com conhecimento aprofundado do seu environment, ao lado de outros que se limitam a preencher parágrafos com o diz que disse que ouvem nos saraus. Quem são uns e os outros? E de que forma esta atitude dos jornalistas abre portas a casos futuros de indiferença pelas fontes primárias, na balança das audiências?

publicado por João Villalobos às 14:17

(...) Tal como os dinossauros, (o assessor de imprensa) extinguiu-se. Quer dizer, está prestes a extinguir-se. O motivo? O surgimento de uma espécie mais evoluída e adaptada à nova realidade, o Consultor de Comunicação.

O Consultor faz exactamente o mesmo que fazia o Assessor de Imprensa mas acresce a coordenação das campanhas de marketing, a estratégia comunicacional global da organização e a supervisão das chamadas Relações Públicas. Sem esquecer a velha e temível “Gestão de crises” e um domínio dos novos instrumentos de comunicação 2.0

É um verdadeiro “Processo de Comunicação Integrado” ou de comunicação global. O tempo do assessor de imprensa que se limitava a intermediar entre a instituição que representava e os diferentes órgãos de comunicação social e pelo caminho fazia umas jantaradas (fossem no Pabe ou no Pajú) com jornalistas foi chão que deu uvas. E o tempo não volta para trás.

Nos tempos que correm, nesta dRS, dificilmente se concebe a existência de um assessor de imprensa nem tão pouco se pode acreditar que uma só pessoa, sozinha, consiga tocar todos os instrumentos de uma orquestra. Pode existir um, um “special one”, mas é tão raro e tão único que já está tomado. Por isso mesmo, existem as empresas de comunicação, as consultoras, com diferentes equipas especializadas e que podem prestar um verdadeiro serviço completo, chave na mão.

A Comunicação mudou. O Mundo mudou.

 

Fernando Moreira de Sá, retirado daqui

publicado por João Távora às 12:46

09
Dez 10

 

No seguimento do João ter abordado esta questão, um vídeo com bons argumentos. Acho que o melhor é mesmo «qual é o ROI do seu telemóvel?».

Neste caso, não se trata de aferir quantos euros nos dá por mês o telemóvel face à nossa conta, mas sim quantas relações não se estabeleceriam, quantas conversas não exisitiriam, quantos potenciais clientes não nos teriam contactado se não tivéssemos telemóvel.

No mundo de hoje, os social media não dão retorno directo: aprofundam ligações, acrescentam interactividade às relações marcas/stakeholders, são potenciadores de resultados e acrescentam valor qualitativo que, claro, se poderá converter a prazo em melhores resultados quantificáveis.

No entanto, a pergunta não deve ser «quantos € receberei, por cada € que investir», mas sim «não estarei a perder € (quem diz € diz quota de mercado, notoriedade, etc...) por não estar onde estão os meus clientes?». A resposta torna-se simples: é melhor estar do que não estar, é melhor ter telemóvel do que não ter.

Quem não aparece, deixa paulatinamente de exisitr. Isso sim, é mau para o negócio. É como deitar fora o telemóvel, só porque não conseguimos medir o seu ROI. Quem será o primeiro a atirá-lo pela janela?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:25

06
Dez 10

 

(Via o meu amigo Afonso Azevedo Neves, com a devida vénia). Muitas vezes, quando uma empresa escolhe uma consultora de comunicação ou mesmo - de forma mais restrita - um assessor de imprensa, os seus responsáveis têm dificuldade em entender a diferença entre o "vestir da camisola" e o papel do consultor, alguém cujo know-how e valor acrescentado decorre exactamente de uma postura distanciada, profissional e necessariamente fria face àquilo que os seus clientes julgam que são aos olhos dos outros.

A mais valia de um consultor tão somente reside na capacidade de melhorar as percepções dos stakeholders, incluindo - mas não se reduzindo - aos clientes e aos consumidores. E de para isso dizer tudo que o deve, pelo melhor, ser corrigido. Os conselhos das pessoas próximas são obviamente válidos e a ter em conta. Mas transportam sempre consigo um bias que o consultor não pode nem deve ter. Não entender isto é deitar dinheiro à rua. Simple as that.

publicado por João Villalobos às 16:50

03
Dez 10

 

Desde que Christina Warren escreveu há um ano sobre a medição do ROI (retorno do investimento) nos Social Media, pouco se evoluiu lá fora neste sentido e ainda menos em Portugal. Em 2009, estudos internacionais então publicados divulgavam que entre 80% a 85% das acções de comunicação desenvolvidas nestas plataformas não eram avaliadas com eficácia, enquanto diversos opinion-makers como Ravit Lichtemberg antecipavam a necessidade de alcançar um modelo consensual de aferição como uma das tendências para 2010.

Entretanto, em Junho deste ano, a AMEC (Association for Measurement and Evaluation of Communication) e o IPR (Institute for Public Relations) organizaram uma conferência que deu origem àqueles que são a partir de agora denominados "Princípios de Barcelona" e, em teoria, aplicáveis quer aos Social Media quer às relações públicas old school.

Princípios, no entanto, não devem ser confundidos com métricas. E no meu caso estou ainda à procura de um forma de avaliação que seja verdadeiramente operacional, facilmente entendível para o cliente e efectivamente associada aos resultados de cada acção de comunicação. Tendo a olhar com simpatia para abordagens simples como esta de Nichole Kelly, simplicidade que me parece não deixar de transportar com ela alguma eficácia. Estou, no entanto, aberto a contributos e soluções - vindas de quem sabe - para o indispensável debate. 

publicado por João Villalobos às 15:07

02
Dez 10

 

A Sinapse Media é a agência escolhida para a promoção e assessoria de imprensa do workshop de Nenad Pacek em Lisboa no próximo dia 15 de Dezembro. A conferência decorrerá no Hotel Pestana Palace e terá como tema a melhor forma de investir em mercados emergentes numa altura de crise, sendo destinada a empresários, administradores e altos quadros pertencentes às principais empresas nacionais. O orador é considerado pela Virgin Books como um dos 40 mais influentes opinion makers sobre economia e finanças a nível mundial e foi durante cerca de 20 anos vice-presidente da Economist Intelligence Unit (The Economist Group). Inscrições e informações detalhadas podem ser encontradas aqui.

publicado por João Távora às 12:42

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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