Um blogue sobre comunicação inteligente

27
Set 11

Já passaram quatro anos e a Time Out está de parabéns esta semana. Duplos parabéns. No final de contas, este projecto surgiu quando já havia poucas apostas no mercado dos media e tem tido, não apenas um crescimento sustentado, mas uma estratégia que passa por uma visão inovadora junto dos seus leitores que estavam supostamente sedentos por algo diferente.

Ao longo de todas as semanas os leitores de Lisboa (e, desde Abril do ano passado, mensalmente no Porto) ficam a conhecer o que de melhor estas cidades têm para oferecer, numa abordagem diferente. Nas palavras de  João Cepeda , a Time Out é um projecto que “quase não faz concorrência a ninguém e quase não tem concorrência de ninguém”.

A diferenciação nota-se por isso, no crescimento sustentado da publicação que passou, em quatro anos, dos 4 mil para os 8 mil exemplares. Há mais projectos na forja. Pelo caminho percorrido, nota-se que será seguramente inovador e supostamente sustentável.

publicado por Francisco Mota Ferreira às 16:54

23
Set 11

É mais ou menos ponto assente que a maioria das empresas aposta em comunicar para o exterior mas descura, em grande medida, a vertente interna da sua comunicação. Excepção feita às multinacionais onde há já vários anos há essa preocupação, o facto é que em muitas empresas a aposta da comunicação vai apenas para a sua vertente externa e muito pouco ou nada para a vertente interna.

Acções de team building, encontros de quadros, festas temáticas, passatempos para os seus colaboradores pela intranet, vídeos motivacionais de equipa são alguns exemplos de boas práticas nesta área que não pesam por aí além no orçamento das empresas mas que a maior parte delas acaba por nem sequer o fazer.

Um estudo da consultora RMG & Associados levado a cabo em Espanha vem agora dar voz ao descontentamento que grassa nas fileiras dos trabalhadores das empresas. De acordo com este estudo 69% dos inquiridos considera que as empresas não tiram partido da comunicação interna, ou porque não existem acções específicas nesse sentido ou porque estas são muito limitadas.

Dados que dão que pensar. No final de contas, trabalhadores motivados, com uma sensação de pertença à entidade na qual passam a maior parte do seu dia-a-dia, acabam por produzir mais e melhor. Ainda há certamente um longo caminho a percorrer, mas o facto de já existirem estudos sobre esta temática mostra que, pouco a pouco, este começa a ser um sentimento dominante que as empresas devem olhar com alguma atenção.

 

publicado por Francisco Mota Ferreira às 16:15

21
Set 11

O Google Wallet, lançado recentemente nos EUA, vai certamente animar o mercado das novidades tecnológicas e provocar acesos debates em todos aqueles que seguem de forma atenta o mercado do próximo gadjet. A ideia que preside a esta filosofia é a de que os smart phones irão transformar o tradicional porta-moedas num acessório pré-histórico. Tudo graças ao Google Wallet, um sistema de pagamento, preparado para dispositivos móveis, que permite fazer compras de forma muito mais cómoda. 

Os tempos são, naturalmente, diferentes, mas recordo que em Portugal, há uns anos valentes, salvo erro na década de 90 do século passado, ter existido a ideia do porta-moedas Multibanco, que servia para pagar as pequenas despesas. A ideia ficou pelo caminho por falta de adesão e porque nem todos os bancos aderiram a este sistema. 

Acredito que, desta vez, a sociedade estará mais sensibilizada para esta questão e que o Google Wallet irá fazer o seu caminho de sucesso. A fazer fé nalguns vídeos de apresentação, a aposta estará ganha. No final de contas, é sempre divertido ver as aventuras e desventuras de George Constanza ...

publicado por Francisco Mota Ferreira às 10:50

19
Set 11

Na Sinapse Media sabemos o quão importante são as pessoas, as empresas e os clientes terem visibilidade online. Acreditamos que não basta ter as ferramentas da “moda” – Twitter, Facebook ou um mero site – mas saber que estes são instrumentos fundamentais para divulgar uma estratégia, dar-se a conhecer e, com sorte, fazer a diferença num mercado tão competitivo como é o do www

Todos sabemos que as mais jovens gerações passam grande parte dos seus dias online. Tablets, telemóveis, computadores portáteis tornaram o mundo mais pequeno e a necessidade de estar sempre em cima da next big thing leva-nos, a todos nós, a sermos cada vez mais inventivos e originais nas abordagens que fazemos ao mercado e, em última análise, aos consumidores. 

E sabemos também que este está cada vez mais exigente. A concorrência é feroz, as oportunidades também e o leque de opções disponíveis para um produto ou um serviço são cada vez maiores. 

Vem tudo isto a propósito de (mais) um estudo, “Rethinking  Paid, Earned and Owned – new rules for driving marketing performance” , que procurou conhecer o processo de decisão dos consumidores e o modo como a comunicação influencia as escolhas. 

Neste ficamos a saber que a Internet é o meio que mais influencia as decisões de compra dos consumidores: 56% dos inquiridos num estudo internacional desenvolvido pela Initiative, empresa do grupo Interpublic, assegurou que o digital mudou a forma como fazem compras. 

O estudo mostra igualmente que uma marca que não tenha presença online muito provavelmente será penalizada: 43% dos consumidores ouvidos disseram que a ausência de informação na Internet inviabiliza qualquer decisão de compra. 

Sinais claros que não basta apenas estar online, é preciso também saber viver online. Com todas as suas muitas vantagens e inconvenientes, a Internet tornou o mercado global. Já não precisamos de ir a Nova Iorque para comprar o último gadget tecnológico: dois cliques e alguns dias de espera tornam esse sonho possível. Um sonho que pode, no entanto, revelar-se o pior dos pesadelos se as empresas descurarem a vertente online de qualquer negócio.

publicado por Francisco Mota Ferreira às 11:51

13
Set 11

O que faria o Google? não é exatamente sobre o conhecido motor de busca: escrito pelo jornalista, blogger, professor universitário e consultor de media Jeff Jarvis, este livro é uma dissertação sobre mundo dos novos media e sobre a forma como a Internet está a afetar o mercado e as indústrias. Os pontos que o autor destaca como pilares do sucesso do Google (termo utilizado quase como uma metáfora não inocente de internet) são a simplicidade, gratuidade, criatividade e foco no utilizador. Ou seja, o livro não traz grandes novidades para os mais atentos seguidores da Web 2.0 e novos media, mas é certamente uma boa introdução aos desafios que as novas tecnologias de informação hoje convocam os empreendedores. Se copiar estratégias aplicadas para outras realidades quase nunca dá resultado, meditar nelas é certamente um estímulo para a inventividade.

 

Imagem daqui

publicado por João Távora às 10:23

06
Set 11

Já sabemos que a RTP vai ser reestruturada, seja lá o que isso possa significar. Normalmente, quando se fala em reestruturação de empresas do Estado, quer dizer uma de duas coisas: ou é para fechar ou para gastar mais dinheiro aos contribuintes. Como ninguém está a pensar fechar a RTP, calcula-se que se esteja a falar mais do segundo ponto do que do primeiro.

Ficámos também a saber que a RTPN, do universo do canal estatal vai mudar o seu nome para RTP Informação, o que, necessariamente, implica a alteração de logótipo e todo o material associado à RTPN. Mais despesa, portanto, embora seja supostamente assumido que a mudança de nome não tem relação com a reestruturação que o actual Governo quer fazer.

Mas já vivemos tempo suficiente para perceber que o que hoje é, amanhã pode não ser. Não me espantaria, por isso, que, quando o processo de reestruturação estiver concluído, algum iluminado se lembre do “histórico” que o “N” tinha neste canal e defendesse a necessidade de mudança da designação da futura RTP Informação para RTP Notícias. Seria assim tão surpreendente?

publicado por Francisco Mota Ferreira às 16:33

01
Set 11

Um estudo da Career Enlightenment  empresa de orientação profissional especializada em Internet, refere que 9 em cada 10 empresas recorre a redes sociais para recrutar candidatos. Destes, cerca de 65% encontram o seu candidato através de plataformas como o Linkedin, Facebook e Twitter (por esta ordem).

Nunca é demais, por isso, dizer que a Comunicação 2.0 pode ser o maior amigo de quem procura novas oportunidades profissionais ou o seu maior pesadelo. Para o bem ou para o mal, a sociedade Big Brother está aí. Cabe a cada um de nós usufruí-la da melhor forma que soubermos e não cair na tentação de confundir gostos pessoais com objectivos profissionais.

Errar online pode acabar por sair muito caro.

publicado por Francisco Mota Ferreira às 10:44

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Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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