Um blogue sobre comunicação inteligente

26
Abr 12

O mundo da televisão, apesar de parecer ter tudo, está em constante evolução, re-inventando-se a cada dia. Isso é verdade ainda hoje, quando parece haver menos espaço para a verdadeira originalidade, para a inédita criatividade.

Acaba de ser inaugurada a DogTV, a primeira televisão, como os próprios dizem, "para caninos e para os humanos que deles mais gostam".

Em emissões ininterruptas 24/7, a grelha da DogTV propõe-se a "ajudar a estimular, entreter, relaxar e habituar os cães com programas que os exponham a vários movimentos, sons, objectos, experiências e padrões comportamentais, sempre do ponto de vista do cão".

A programação inclui pequenos segmentos de 3 a 6 minutos, sempre com três temáticas intercaladas:

  • descontracção - período de programação com cenas e sons da natureza (acompanhados de música calma), onde homem e cão interagem de um modo calmo e pacato,
  • estimulação - período de programação onde o cão é o centro da atenção (já com música com mais dinâmica), com cenas de actividades de vários cães, em interacção com pessoas em ritmo de brincadeira, e
  • exposição - período em que se apresentam situações do dia-a-dia de cães de várias raças, bem como sons e imagens que estimulam os cães de um modo único.

De notar, ainda, o facto de haver uma alteração nas cores da emissão, a qual visa um ajuste à visão canina. Embora a imagem possa parecer saturada, não se trata de um defeito ou insuficiência técnica, mas sim de um processo estudado que cai de encontro ao espectador principal, o cão.

Por enquanto, não estão definidos períodos de publicidade ou de um "horário nobre", mas com a evolução do canal, essas situações estão previstas.

Ainda em emissões experimentais, apenas na grelha de televisão por cabo da zona de San Diego, a DogTV vai estar disponível também em stream de vídeo online em www.dogtv.com e terá um custo de $4.99 (aproximadamente €3,80) por mês.

 

Fonte: P3 - Público

publicado por Hugo Salvado às 21:00

19
Abr 12

É uma verdade do mercado, a existência de compromissos.

Sem dúvida, é uma verdade para o design gráfico, mas também pode ser transportado para muitíssimas outras áreas e âmbitos, o dizermos que podemos ter o melhor de dois mundos... mas não de três.

Como resolver/contornar o problema?

publicado por Hugo Salvado às 00:30

17
Abr 12

Parece, mas não é muito antiga esta propaganda: há pouco mais de sessenta anos, era possível  um unúncio com um bébé a elogiar os beneficios do tabaco Marlboro e pôr uma mulher deleitada no meio dos tachos e caçarolas “Panex”. Claro que um dia destes seremos nós  julgados por outras aberrações… de que não temos consciência?

 

* Emil Cioran

publicado por João Távora às 10:59

10
Abr 12

Na esmagadora maioria dos lares portugueses, entre as 19h00 e as 23h00, a televisão está ligada todos os 7 dias da semana... nesse "horário nobre", entram pelas casas adentro conteúdos criteriosamente seleccionados pelas Direcções de Programas da RTP, SIC, TVI, bem como outros canais que disputam 2% do share, já que os outros 98% estão perfeitamente atribuídos, embora diferentemente distribuídos.

Estes conteúdos incluem a programação e, como é claro, uma "fatia larga" de publicidade (para referência, e incluindo a auto-promoção e publicidade institucional feita por cada canal, por cada hora de programação, a TVI ocupa cerca de 37% do seu tempo com publicidade, a SIC ocupa cerca de 36%, a RTP1 ocupa perto de 25% e a RTP2 ronda os 2%).

 

 

Se a esmagadora maioria da população aceita a "boa escolha" feita por terceiros e deixa a televisão num canal durante toda a soirée, há uma crescente minoria que, além de já se informar com recurso a sistemas interactivos online (como sejam sites específicos, mecanismos de RSS, social media, blogues, fóruns, etc.), procura já conteúdos multimédia, e não apenas textuais, que preencham os seus interesses didácticos, informativos, de lazer, entre outros.

A televisão convencional já não serve! 

Para os que não deixam que escolham por eles (pelo menos, em permanência),  para os que escolhem o que querem ver, até pode estar desligada a televisão, que não faltarão bons conteúdos audiovisuais para ver e ouvir. 

Para quem sabe os conteúdos que quer ver, para quem os sabe seleccionar, são os PCs, notebooks e netbooks, tablets e smartphones que "oferecem" o ecrã para um verdadeiro video-on-demand (ao contrário do que seria suposto termos nos serviços de televisão por cabo). Todos conhecemos plataformas como o YouTube ou o Vimeo e é de crer que será nelas que existirão os canais de televisão do futuro.

Se é verdade que os "mega-sites" das empresas de televisão têm os seus conteúdos disponíveis (ainda que com algumas restrições), também é verdade poucos investirão tempo a andar de site em site à procura dos conteúdos relevantes ou do seu interesse. Todos esses sites têm uma organização, categorização e navegação diferentes, e torna-se pouco prático/interessante estar a "aprender" a bem navegar em cada um deles.
Tal como aconteceu (e ainda está a acontecer) neste "advento do social media", o que faz sentido é ter um local, um site, uma plataforma, algo que sirva de aglutinador de conteúdos, sejam estes "em directo" ou "de arquivo".

 

 

Como seria de esperar, o YouTube já deu o primeiro passo; após vários eventos transmitidos em live streaming para grandes audiências e à escala global (ex.: casamento do Príncipe William e Kate Middleton com mais de 100 milhões de pessoas, discurso de tomada de posse de Barack Obama com 70 milhões), passou a estar disponível a extensão YouTube Live para qualquer entidade (individual, empresa ou outra organização) que queira dar acesso a conteúdos ao vivo.

No final do mês passado, esteve pela primeira vez "no ar", no YouTube, um programa de comédia gravado ao vivo, uma produção do "My Damn Channel", sem qualquer tipo de restrição de acesso. Estamos a falar de múltiplas câmaras, num palco, com emissão regular (repito: regular!) em directo para TV e YouTube.

O superlativo (comercial, diga-se) está disponível desde hoje, 10 de Abril de 2012, e consiste na possibilidade de se criarem e oferecerem ao público acessos pay-per-view, monitorizados nativamente no YouTube, com estatísticas detalhadas (ao nível de analytics).

Ou seja, já tudo foi inventado e, no fundo, voltámos ao início, a uma espécie de início. Aproveito para usar uma expressão tipicamente americana que creio enquadrar-se bem: "the video broadcast has come full circle!"

Neste novo contexto, não parece haver nada que os serviços de televisão convencional possam oferecer que os serviços/plataformas online não possam igualar ou mesmo ultrapassar (em termos de programação, qualidade de vídeo, resolução Full-HD ou superior, legendas, comentários, partilha de conteúdos, selecção de playlists, arquivo de conteúdos para ver mais tarde, acesso a conteúdos seleccionados de acordo com as preferências, subscrições ou análise do histórico de visualização, etc., etc., etc.).

Para claro que a televisão vai mesmo mudar... vai mudar-se para o YouTube

 

Fontes: MediaMonitor (estatísticas TV)  |  Digitalmedia Wire  |  GigaOm

publicado por Hugo Salvado às 19:45

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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