Um blogue sobre comunicação inteligente

31
Dez 12

Foi no início de Setembro que o Instragram (plataforma) foi adquirido pela Facebook (empresa) de Mark Zuckerberg, por cerca de 700 milhões dólares, e, naquela altura, não se notaram alterações no funcionamento da plataforma de partilha social de fotos.

Mas, no início de Dezembro, começaram a aparecer alguns rumores sobre a melhoria da interligação do Instagram com o Facebook e logo se começou a especular que, com toda a certeza, as alterações não seriam apenas de âmbito visual ou ao nível de funcionalidades.

As suspeitas confirmaram-se à cerca de uma semana, com a publicação nas novas condições de utilização do Instagram, onde podemos destacar:

  • Os conteúdos publicados no Instagramsão passíveis de serem disponibilizados no Facebook, outros produtos da empresa, parceiros e patrocinadores - esta situação abre espaço para situações em que uma foto de um qualquer utilizador possa ser usado para fins comerciais, anúncios e publicidade incluídos, de qualquer entidade detida pela Facebook (empresa);
  • Os menores não estão sujeitos a qualquer tipo de excepção - o facto de os utilizadores poderem registar-se com 13 anos não é impeditivo do uso das imagens; as condições de utilização informam que o seu consentimento implica o conhecimento das publicações por um maior de idade;
  • A publicidade (e serviços pagos associados) pode não estar identificada como tal - isto quer dizer que será fácil e comum confundir-se publicidade com posts de pessoas "amigas";
  • Existe uma forma de não aceitar as novas condições: apagar a conta.

As alterações, consideradas unanimemente altamente intrusivas, transformam a Facebook (empresa) na maior agência de fotografias do planeta, com os mais de 100 mil "fotógrafos" (leia-se "utilizadores") com o seu catálogo disponível.

Já na semana do Natal, a debandada começou... milhares de utilizadores começaram a fechar as suas contas de Instagram e a abrirem contas noutras plataformas, nomeadamente o Flickr e oShutterfly.

Hoje mesmo, o exemplo foi dado por Ryan Block (ex-Editor da Engadget e co-fundador da Gdgt) que, de uma vez, fechou as suas contas de Facebook e Instagram.

Como diz o ditado (ou quase): "Ano novo, vida (virtual) nova."

No caso destas alterações, elas entram em vigor no dia 19 de Janeiro de 2013, pelo que se recomenda a revisão atenta da presença nestas plataformas.

Fontes: Instagram (termos e condições) | New York Times | Sapo | Forbes | Fox News.

publicado por Hugo Salvado às 20:00

27
Dez 12

 

Declarações de Luís Rosendo, consultor de Comunicação da Sinapse Media à Rádio Renascença a respeito da comunicação de Natal 2012 Passos Coelho.

publicado por João Távora às 23:44
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26
Dez 12

 

O caso Baptista da Silva é todo ele uma irónica parábola sobre a crise que por estes dias perpassa e se agudiza nos media tradicionais. É curioso como o burlão, promovido por um jornalista de nomeada de um semanário de referência nacional não tenha sido denunciado pelas “convenientes” intrujices que proferiu em vários palcos, mas antes pela descoberta do seu falso curriculum. Como sempre em Portugal o que conta é o estatuto.
Numa altura em que através das novas plataformas “sociais” tanto a opinião e análise de qualidade quanto a gestão de agenda politica ou corporativa se autonomizam cada vez mais dos meios de comunicação institucionais, não tenho dúvidas que a prazo poucos deles resistirão no actual modelo de gestão. Apenas irão sobreviver os que fundarem a sua actividade na excelência do profissionalismo, reflectindo os factos de forma isenta, analisados por atentos e meticulosos peritos, que sejam capazes de aferir discursos coerentes ou contestar raciocínios viciados ou cálculos mentirosos. Para alimentar conversas de café e amplificar bitaites sectários, já há para aí batalhões de blogues e ávidos activistas das redes sociais. Deixar-se seduzir e enredar nesta lógica é simplesmente o haraquíri do jornalismo. 

publicado por João Távora às 17:23

21
Dez 12

O Natal do Salvador que se concretizou há pouco mais de 2000 anos em Belém foi anunciado sob várias formas e pela boca de diferentes profetas durante os séculos que o antecederam. O Criador jamais descurou a comunicação do grandioso Advento. Naqueles tempos, para guiar o povo disperso e os reis do oriente para o mais improvável local de Encontro, o requinte em comunicação foi literalmente divinal: um cometa rebrilhante no céu indicou o caminho para o Presépio que mudou o rumo de toda a História. Na Sinapse Media estamos longe de pretender tais efeitos… mas garantimos uma criteriosa rede de talentos na matéria.

 

Feliz Natal, são os votos dede toda a equipa.

 

(Texto reeditado)

publicado por João Távora às 09:58

03
Dez 12

As mensagens de texto (SMS = short messaging service) são a aplicação de dados com mais utilizadores no mundo, com mais de 3,5 mil milhões. Embora pareça que existem desde sempre, foi há "apenas" 20 anos que a primeira mensagem de texto foi enviada e recebida entre telemóveis e há cerca de 15 que se tornaram comuns.

"Bom Natal!" foi o que Neil Papworth (usando um PC) desejou a Richard Jarvis (usando um telemóvel Orbitel 901 da rede Vodafone UK) a 3 de Dezembro de 1992.

 

Inicialmente, enviar um SMS era gratuito (lembremo-nos que a generalidade os terminais de comunicações móveis, ou GSM, não tinham ainda teclas mas sim o famoso disco de marcação que também era comum em telefones fixos), dada a reduzida quantidade de informação enviada num SMS (128 bytes eram o suficiente para um envio... não são "kapas" nem "megas", são mesmo só 128 caractéres - agora 140 - entre informação de quem recebe, de quem envia e a mensagem em si). Só para termos uma ideia, com 140bytes não se inicia sequer uma conversa telefónica de voz.

O potencial comercial do SMS foi imediatamente reconhecido e, pouco depois, passado a ser cobrado, muito embora o "peso" que tem na rede seja praticamente insignificante.

Mas a história do SMS tinha já 7 anos quando a primeira mensagem foi enviada, pois desde 1985 que já se trabalhava na ideia e na possibilidade da inclusão de serviços digitais nas comunicações sem fios (documentação e propostas iniciais com os contributos principais de Friedhelm Hillebrand - Deutsche Telekom - e Bernard Ghillebaert - France Télécom).

 

 

 

 

No ano passado, enviaram-se quase 8 biliões (milhões de milhões) de SMS e este ano deveremos chegar perto dos 10 biliões, a um ritmo global que ronda os 6 mil milhões de mensagens enviadas por dia.
Isto acontece (entre outras razões) pelo curioso facto da maioria das pessoas preferir enviar uma mensagem a alguém do que realmente falar com ela.

 

Fontes: Wikipedia | MobiThinking | FactBrowser.
Imagem (estatística): DealerText.

publicado por Hugo Salvado às 23:15

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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