Um blogue sobre comunicação inteligente

24
Jan 13


Um anúncio sem texto é uma aberração? A quase totalidade dos reclames de imprensa, rádio, televisão e internet incluem textos escritos ou lidos. E quando escrevo "quase" é apenas para minha defesa. Mesmo os anúncios sofisticados incluem pelo menos uma palavra, na fotografia ou à margem: o nome da marca. 


Respostas a ler neste artigo de Eduardo Cintra Torres no Jornal de Negócios

publicado por João Távora às 16:52

18
Jan 13


“Em cada dia de 2012, o mundo produziu, mais informação escrita do que toda aquela que existia antes de 2003.” Como se não bastassem os crescentes desafios e aflições que nos impõe o ajustamento económico global, vemo-nos inquietados por esta parangona dum artigo do Jornal de Negócios. Nele se faz referência aos efeitos colaterais da nossa Era Digital que democratizou e desintermediou definitivamente a comunicação. A isso chamou Alfons Cornellá, especialista espanhol em tendências da informação, “infoxicação” um neologismo que é a mescla das palavras “informação” e “intoxicação” salientando assim o seu efeito perverso.
Tanto ou mais do que os efeitos psicossomáticos causados às pessoas que têm dificuldade em desligar-se da constante torrente de informação, se é certo que o fenómeno implica o desenvolvimento de novas competências na pesquisa e filtragem dos dados, interessa-nos aqui salientar o desfio que este coloca aos emissores a descobrirem e actualizarem fórmulas de se fazerem escutar pelos seus públicos-alvo.
Isto só é possível com uma valorização do trabalho profissional nas disciplinas da comunicação e do marketing, no constante aprofundamento do estudo, sério e competente dos mercados e das suas tendências, para a concepção das fórmulas adequadas de conferir credibilidade e atractividade à informação veiculada, que soe cristalina a quem a procura ou dela tenha necessidade.
Da monstruosidade dos números mencionados no início deste texto, desse susto ao final do dia racionalizado, creio sinceramente que apesar de tudo o mundo é hoje mais transparente, que somos todos de facto mais livres. 

publicado por João Távora às 11:56

15
Jan 13

Depois da alteração das condições e termos de utilização e da polémica que gerou, ficou claro que Mark Zuckerberg não dita as leis, por mais poderosas que sejam as plataformas de que é dono.

Os números dizem tudo, em 15 dias, o número de utilizadores activos do Instagram baixou de 16,3 milhões para 7,6 milhões.

Lição aprendida?

 

Fonte: The Register / AppStats

publicado por Hugo Salvado às 00:30

05
Jan 13

Ontem numa reportagem na SIC notícias a respeito do 40º aniversário do Expresso, o seu director Ricardo Costa arrogava esfusiante o seu jornal como o semanário dos “Sábados amargos” (subentendidamente de Miguel Relvas), assumindo que o seu papel é de contrapoder, nas suas palavras de “contrabalanço dos abusos dos excessos que a democracia proporciona”. Perece-me óbvio que ao contrário de se pretender contrapoder (um papel que a oposição em geral e o Bloco de Esquerda em particular exerce com requintada competência) cabe a um jornal sério investigar a verdade, seja ela a favor ou contra “o Poder”. Aliás acontece que a Comunicação Social constitui em si um disputadíssimo Poder, o quarto como se lhe usa chamar, e talvez não fosse má ideia incluir os sucessos e insucessos da História no seu balanço de aniversário. Sobre esse ponto de vista e nesta altura do campeonato, talvez Ricardo Costa e Nicolau Santos não tenham assim muitas razões para tanta euforia.
Na edição de aniversário deste histórico hebdomadário nacional - que como bem salienta Henrique Raposo na sua coluna, se confunde com o actual regime - uma das melhores crónicas está escondida na página 53 em forma de carta, pela pena de António Barreto. A determinada altura reza assim: (…) Um semanário tem mais responsabilidades na actividade de “desvendar” os factos opacos ou “misteriosos” do que os diários ou as televisões. Muito do que se passa na sociedade e na política é totalmente incompreensível se não for devidamente tratado e esclarecido. As causas concretas da dívida portuguesa e o deficit dos anos 2005 a 2013, por exemplo ainda estão hoje razoavelmente encobertas. (…) Toda a comunicação social está orientada para o espectáculo e encenação, quando não para a propaganda. É indispensável contrariar essa tendência, o que já se percebeu em Portugal não acontecerá com os Diários, muito menos com as televisões.
É aqui que está o busílis da questão. Estranho, de facto, como um tão atendo e sofisticado “contrapoder” como o Expresso, tenha atravessado a última década de ruina num plano inclinado de indolência e alienação, quando não em absoluta cumplicidade com as oligarquias conservadoras (dos seus crescentes privilégios) que nos trouxeram a este trágico desígnio.
Neste dia em que se celebram quarenta anos do mais reputado jornal deste País que se afunda numa das mais graves crises da sua História, seria aconselhável, ao invés de estéreis troca de gabarolices e de galhardetes entre os seus protagonistas, uma séria análise de qual deverá ser o seu papel no futuro, se ser agente activo no jogo de recados da baixa intriga sectária e fulanista, ou reabilitar o merecimento do seu histórico estatuto nobiliárquico, coisa que sem uma clara mudança de estratégia, se ficará como isso mesmo: um estatuto, que o arruinado e excêntrico fidalgo levará para a sepultura do esquecimento. 

publicado por João Távora às 18:00

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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