Um blogue sobre comunicação inteligente

27
Mar 12

Somos animais de hábitos.

A cada momento, vemos, adquirimos (a informação), percebemos (na medida do nosso conhecimento) e aprendemos.

 

Com a repetição do processo, vem a habituação e rapidamente a aprendizagem se faz do modo mais fácil para o nosso cérebro, o qual muitas vezes "toma atalhos" para mais depressa chegar ao final do processo, deixando de parte detalhes considerados irrelevantes ou apenas menos importantes.

Visualmente, existem vários exercícios que nos comprovam que o cérebro realmente percorre esses atalhos sempre que pode e, com alguma frequência, nos "ensina" algo que é aparente e não real.

 

Um exemplo é a imagem abaixo.
Se, com os olhos, seguirmos o movimento do ponto cor-de-rosa que desaparece, conseguimos ver um conjunto de pontos cor-de-rosa em que um deles desaparece em sequência rotativa.
Mas se, em alternativa, olharmos fixamente para a cruz que está no centro, ao fim de alguns segundos não vemos nenhum ponto cor-de-rosa, mas antes um painel cinzento onde, à volta dessa mesma cruz, viaja um ponto verde em círculos.

 

 

 

Na verdade, o ponto verde não existe.
E também, os pontos cor-de-rosa estão sempre lá!

 

É interessante vermos como funciona a ligação olho-cérebro e como este último faz sobrepôr as suas regras e entendimentos, qual direito de preferência (ou de veto) em relação ao processo de aquisição de informação.

 

Duas lições a tirar:

 

  • Nem sempre o que vemos é o que realmente existe/acontece;
  • Para que possamos ver a realidade, nada como mudar de ponto de vista.

 

Para quem faz marketing, este conceito é fundamental: o apelo à sugestão.

 

Muitas vezes, esse apelo é cultural, é semântico, é visual, sugerido por uma mensagem entregue de forma explícita ao consciente de quem é visado. Outras vezes, de uma forma mais rebuscada e subtil, o apelo é feito ao sub-consciente, sem que sejam necessárias contextualizações ou enquadramentos... e assim, ficando muito mais marcada como "verdade" do que como "representação" ou "reprodução".

 

 

Fonte (imagem): Mighty Optical Illusions

publicado por Hugo Salvado às 18:50

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Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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