Um blogue sobre comunicação inteligente

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Out 13

Quando o marketing é levado a sério, como uma ferramenta que pode fazer a diferença, surgem ideias loucas que acabam por ver a luz do dia, como esta que a NBA está a considerar.

É sabido que os desportistas têm, entre si, uma panóplia de alcunhas que usam todos os dias… podem até nem ser as mesmas durante toda a carreira (raramente o são) e podem nem ser as mesmas durante uma época; basta um evento marcante (em jogo ou treino), basta uma transferência para uma nova equipa, basta algo no dia-a-dia de um profissional do desporto.
E, claro, as alcunhas não são só para os jogadores.

Atenta a este facto e ao quão próximo da vida dos jogadores andam os mais fervorosos adeptos, a NBA equaciona agora deixar as equipas usarem um uniforme em que, em vez do nome do jogador nas costas, apareça a alcunha pela qual ele é conhecido.

É de doidos!
Mas, claramente, é muito bom (marketing).

Edições únicas de camisolas vão aparecer para venda, miúdos (e graúdos) irão vesti-las e dizer: “eu estava lá quando o Derrick Rose usou a camisola a dizer Poohdini!”

Mas este tipo de iniciativas não é novidade na NBA.

Kobe Bryant e LeBron James com camisolas alusivas à

Bem conhecedora do facto da população hispânica ser fã de basket, há muito que as equipas usam regularmente uniformes totalmente em espanhol, com logótipos adaptados.

Em Chicago, os Bulls equipam de verde no St. Patrick’s Day há já vários anos e, na loja, as camisolas vendem muito bem (eu bem sei, tenho uma do tempo do Ben Gordon!)…

Derrick Rose com o uniforme verde de St. Patrick's Day

No que diz respeito a esta ideia das alcunhas, em toda a NBA já se pergunta o que iriam os jogadores escolher e usar.

De entre os mais conhecidos, LeBron James deverá usar o comum “King James”, Kobe Bryant poderá ser “Black Mamba”, Kevin Durant será “Durantula”, Ray Allen já disse que usaria “Shuttlesworth”, referente ao personagem que interpretou em “He Got Game” (onde contracenou com Denzel Washington);  Paul Pierce também não surpreendeu ao escolher a sua alcunha comum, “Truth”.

A nova proposta veria, por exemplo, os Chicago Bulls a equiparem com:

  • #1 Derrick Rose – “Poohdini”
  • #9 Luol Deng – “Loooie”
  • #13 Joakim Noah – “Sticks”
  • #5 Carlos Boozer – “C-Booz”
  • #12 Kirk Hinrich – “Captain Kirk”
  • #21 Jimmy Butler – “Tomball”
  • #22 Taj Gibson – “Tagy-woo”

Bom marketing, sem dúvida.
Se aparecer uma camisola do Michael Jordan (claro que seria com um “Air” por cima do 23, nas costas), ainda penso no assunto.

 

Fontes: NBA.

publicado por Hugo Salvado às 07:23

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Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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