Um blogue sobre comunicação inteligente

02
Ago 11

brindes e merchandising político

 

Designa-se merchandising como uma ferramenta de Marketing, formada pelo conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos produtos nos ponto-de-venda, de maneira a promover a sua comercialização. Originada do termo francês merchand, ele designa vulgarmente objetos e brindes de promoção a produtos, marcas ou ideias. Por exemplo, tornou-se parte integrante do marketing político as organizações promoverem a sua imagem, slogans e causas através da estampagem dos mais variados objetos de uso corrente, como camisolas, chapéus, loiças, porta-chaves, agendas, etc., etc.

Vem isto a propósito do curiosíssimo prato de faiança do início do Séc. XX cuja foto se publica acima, uma antecipação daquilo que hoje se usa chamar merchandising político, um brinde propagandístico “republicano”, cujo ideário do partido se fundava, para além da oposição à chefia de Estado realista, no anticlericalismo radical.

publicado por João Távora às 16:51

19
Mai 11

 

No que concerne à “propaganda”, nesta decisiva campanha eleitoral que já por aí vai no adro, para lá da substância da narrativa, ganham vantagem comunicacional os partidos cujas estruturas locais apostem com vigor nas plataformas de social media, claro está sem descurarem o contacto ao vivo no terreno.
Acontece que a exploração da natureza orgânica da estrutura partidária protagonizada pelo “cabeça de lista”, favorece a divulgação de conteúdos web próprios, não só numa perspectiva de relação entre o candidato e a realidade do seu círculo eleitoral, mas de interacção com os seus potenciais simpatizantes, que hoje detêm um enorme poder de disseminar a mensagem através das redes digitais.

A extrema acessibilidade de tecnologias de produção e edição imagens e vídeos, confere aos partidos uma excepcional capacidade de autonomia e descentralização da campanha aproximando-a do eleitor. Definitivamente, estes conteúdos integrados em plataformas de Internet devidamente artilhadas para a disseminação, recomendação e interacção, possuem uma superior eficácia comparada com outros meios de propagação tradicionais, dispendiosos e poluentes. Se pensarmos que mais de dois milhões de portugueses são utilizadores activos do Facebook, e acreditarmos na capacidade de influência, por exemplo, dos blogs e do Twitter nos mais importantes fazedores de opinião, entenderemos como é decisiva, para além de salutar, uma forte aposta das estruturas partidárias nestes democráticos recursos. Desde que no respeito das boas práticas comunicacionais e dentro duma estratégia devidamente concertada… 

publicado por João Távora às 18:06

08
Abr 11
 

Pacheco Pereira sintetizava recentemente na Quadratura do Circulo com um pessimismo cortante o drama do impasse português que as eleições não resolvem: a convergência duma incapacidade endógena para a mudança, com a submissão da política à lógica mediática, refém de artifícios comunicacionais em detrimento dos atributos substantivos. Em defesa das disciplinas do Marketing e da Comunicação de que sou profissional e aficionado, simultaneamente endeusadas e diabolizadas, convém afiançar que por mais sofisticadas que forem as estratégias ou técnicas aplicadas, o sucesso da propaganda dependerá inevitavelmente da qualidade substantiva do “produto” ou protagonista. Sendo verdade que uma boa estratégia de comunicação opera milagres na percepção pública duma mensagem, a longo termo, a mentira em confronto com a essência, tem sempre as pernas curtas. Como profissional comunicação sei muito bem que antes da imagem está a substância, elemento preponderante para o sucesso de qualquer acção. Citando Kant de memória, “as formas sem conteúdos são vazias e os conteúdos sem formas são cegos”.

publicado por João Távora às 17:13

27
Nov 10

 

João Gomes de Almeida acompanha o congresso do JSD a decorrer este fim-de semana em Coimbra.

P.S.: Na sequência deste congresso Duarte Marques foi eleito o novo presidente da JSD com 61% dos votos.

publicado por João Távora às 12:01

26
Nov 10

 

O custo da dívida portuguesa há muito que deixou de ser um problema de comunicação; ao contrário, trata-se duma indisfarçável questão de facto, de substância. Por ora parece-me gratuita demasiada preocupação com os “discursos”, venham do ministro das finanças, venham de Angela Merkel, que digam uma coisa ou o seu contrário, nada disso comove os mercados. Nas empresas como na política as relações públicas, por mais competentes que sejam não dispensam uma realidade cooperante, um produto sólido ou ideia coerente.

publicado por João Távora às 16:12

08
Nov 10

São poucos os casos em que o entusiasmo dos candidatos e de organizações políticas pelas redes sociais se mantêm depois das eleições. Durante as eleições os candidatos apresentam-se como dinâmicos, sociais, abertos a opiniões, 2.0, 3.0, amigos de fulano e sicrano... Enfim, pessoas simpáticas que fazem um esforço para se ligarem ao seu eleitorado e que fazem por ouvir o que temos para lhes dizer.

Porém, frequentemente, parece que todo este frenesi socialificante se desvanece após os resultados eleitorais, sejam eles bons ou maus. Todos sabemos que Hillary Clinton é Secretária de Estado da administração Obama, mas o seu perfil no Linkedin, criado certamente durante o entusiasmo eleitoral, mostra-a ainda como Candidata:

 

Sugestões para Hillary:

- Rectifique o seu perfil

- Continue a trabalhar na sua rede

- Publique a sua agenda no Linkedin

- Mostre os eventos em que participa

- Partilhe e tome em conta o feedback da sua rede às suas preocupações, prioridades políticas e principais acontecimentos

Para atingir o objectivo de criar uma conta no Linkedin: interagir e potenciar o networking com uma comunidade activa de profissionais, é preciso dedicação em todas as fases. O mesmo se aplica para todas as iniciativas na web social.

Também John McCain, Sarah Palin e, pasme-se, John Kerry (entre muitos outros) deixaram permanecer o seu estatuto de candidatos.

Já Barack Obama, como nos tem habituado, tem uma estratégia de continuidade. Também na lista de boas-práticas da continuidade encontra-se a Família Real Britânica que inaugura hoje a sua presença no Facebook, depois de ser pioneira na presença em redes sociais como o You Tube.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 12:04

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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