Um blogue sobre comunicação inteligente

09
Fev 12

Numa altura em que é dono e senhor de uma das empresas mais valiosas do planeta, Mark Zuckerberg vai aproveitar o hype do Facebook para lançar uma OPV ("Oferta Pública de Venda" ou, em Inglês, IPO = "Initial Public Offering") que pode valorizar a sua empresa entre os 75 e 100 mil milhões de dólares.

 

Surge, imediatamente, a comparação com a Google, cuja oferta em 2004 gerou 1,9 mil milhões de dólares para uma empresa que estava valorizada em 23 mil milhões. As acções da Google subiram, desde essa altura, dos $109.07 para os $609.85 de hoje de manhã, o que corresponde a uma valorização de $500.78, ou 462.36%.

 

Evolução das acções do Google, entre 2004 e 2012

 

 Com este cenário e aliando aos factos que o Facebook lucrou cerca de mil milhões de dólares no ano de 2011 para uma facturação aproximada de 4 mil milhões, parece interessante o investimento.

 

Interessante é, no mínimo.

Mark Zuckerberg, fundador e CEO

Mas... interessante para quem?

 

 

Em primeiro lugar, muitíssimo interessante para Mark Zuckerberg, dono de 28% das acções...

 

Em segundo lugar, para bancos como Morgan Stanley, Chase, JP Morgan, Goldman Sachs, que se estima virão a lucrar uns "meros" 100 milhões de dólares em comissões das operações dos seus clientes.

 

Em terceiro lugar, colaboradores e ex-colaboradores que cederam propriedade intelectual e/ou prestaram serviços ao Facebook em troca de acções da empresa nos últimos 5~8 anos. A esperada valorização imediata fará de alguns milionários.

 

Para o investidor particular, e após as transacções iniciais em que o público em geral terá pouco acesso (e onde está o "dinheiro grosso"), as acções estarão em bolsa como outras.

 

Será, então, o momento ideal para "entrar no jogo"?

Não.


Sendo impossível fazer futurologia, há vários indicadores que dizem que o crescimento exponencial (ou, como dizem os americanos, "em forma de hockey-stick") já passou. O crescimento tenderá a linear, se tanto, com tendência a estagnar.

 

Alguns indicadores:

  • O crescimento de utilizadores do Facebook foi de 69% em 2010 e de apenas 39% em 2011, uma tendência que se espera continue a atenuar;
  • Vários peritos em negócios bolsistas já afirmaram que a avaliação de 100 mil milhões de dólares está bastante acima do valor espectável de bolsa e pressupõe uma valorização a dois anos e com os níveis de crescimento de 2010 e 2011 como padrão;
  • O exemplo dado pela Groupon, onde mais de 20% dos investidores que compraram no primeiro dia, acabaram por vender as suas acções abaixo do preço que tinham comprado;
  • Dado o carácter social e multimédia da plataforma, é provável que o hype do Facebook seja de duração mais curta que o do Twitter, que se mantém fiel ao seu modelo inicial (o Facebook terá de se adaptar a novas necessidades dos utilizadores - o Timeline, por exemplo, tem mais utilizadores descontentes que satisfeitos com o upgrade - e existirá rapidamente a consciência de que muitos dos amigos que os utilizadores têm na plataforma, não são verdadeiramente amigos nem sequer têm interesse, bem como que o valor social da plataforma, tão publicitado por Mark Zuckerberg, não é assim tão alto nem eterno);
  • Dado ser uma plataforma "viciante", tem conotações altamente negativas em meios laborais, onde pessoas "perdem" tempo e se desligam dos seus objectivos, tanto profissionais quanto pessoais, para viverem uma vida superficial, etérea e virtual, ao contrário de plataformas que têm um lugar e impacto real na vida de quem as usa, nomeadamente o LinkedIn;
  • Várias plataformas, como o Zynga (que criou o "FarmVille" e o "Mafia Wars") ou o Foursquare (que está a conseguir crescer, apesar da força do "Facebook Places"), estão a tentar "cortar laços" com o Facebook (em termos de interoperabilidade e presença embebida na plataforma), dado o seu valor intrínseco e real;
  • Mark Zuckerberg é um rapaz de 27 anos com uma ideia excelente e uma boa equipa... mas não está ao nível de um Bill Gates ou de um Steve Jobs, que souberam viver e sobreviver em conjunturas favoráveis e negativas; além de que as empresas destes, ofereciam e oferecem bens tangíveis.

Resumindo numa frase o perigoso que é o investimento, diriamos:

"Investir no Facebook é misturar negócios com prazer!"

 

Nota: na notação americana, não existe a designação de "mil milhões" mas sim de "um bilião" (1 x 10^9 = 1,000,000,000); na notação europeia, a designação de "um bilião" corresponde a "um milhão de milhões" (1 x 10^12 = 1,000,000,000,000).

 

Fontes: C-net | Forbes | Motley Fool

publicado por Hugo Salvado às 11:30

13
Jan 11

Há vários casos de pequenos negócios, como pizzarias, restaurantes, cabeleireiros, entre outros, que fazem cada vez mais uso das plataformas da web social para promover os seus produtos e serviços.

Estou cada vez mais convencido que os que vão vingar no futuro próximo são aqueles que:

1. Tratam todos os clientes por igual, mas recompensam generosamente os seus melhores clientes*

2. Dizem a toda a gente que recompensam os melhores clientes

3. Dão aos seus clientes ferramentas para serem "embaixadores" da marca junto dos seus amigos

4. São transparentes, proactivos e que interagem com os seus clientes e potenciais clientes onde eles estiverem

5. Apostam na tecnologia e plataformas certas para o seu público-alvo
*melhores clientes: aqueles que se destacam pela frequência das compras ou da divulgação que fazem dos produtos ou serviços junto da sua esfera de influência (família, amigos, colegas).

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 17:20

25
Out 10

 

O Luís Gagliardini Graça, com um longo percurso profissional na área do marketing (esteve na Direcção de Marketing da CP, entre outros) acaba de se juntar à equipa da Sinapse Media como consultor associado para New Business.

O Luís tem formação em Gestão de Empresas, pela Universidade de Évora e é Pós-Graduado em Marketing pelo IPAM.

É também professor de Ética Profissional e Social, na Escola Val do Rio, a alunos dos cursos Técnico-profissionais.

Luís, bem-vindo, que a nossa colaboração seja longa e profícua!

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 18:27

21
Out 10
  1. Não se esqueça dos primeiros passos: oferecer wireless é imprescindível! (baixo-custo, alta-satisfação).
  2. Comunique com os hóspedes durante a estadia: SMS, e-mail, aplicação iPhone do Hotel, Twitter).
  3. Fidelize! Crie comunidades de hóspedes: abra o seu site à discussão. Hóspedes ouvidos, hóspedes satisfeitos. Deixe-os partilhar conteúdos.
  4. Recompense! Sabe quantas vezes um hóspede vai ao seu hotel? Crie esquemas de fidelização de modo a incentivar o seu retorno.
  5. Crie multimédia: o seu hotel é o melhor do mundo? Mostre-o pela internet em vídeos desde a suite presidencial, ao Spa, passando pelo restaurante.
  6. Behind-the-scenes: crie confiança mostrando os bastidores da sua operação!
  7. Pesquisa? Redes sociais? Passa-palavra?: Sabe por onde é que os seus clientes vêm ter consigo? Reforce a sua presença publicitária nos meios que mais hóspedes lhe trazem, com a possibilidade de medir sempre o retorno real.
  8. Seja “móvel”: o seu hotel é mobile-friendly? O seu site é visível em telemóveis? Já tem uma aplicação iPhone? Caso não tenha, ainda não está a aproveitar todo o potencial de interacção com os seus hóspedes (potenciais e reais).

 

Mais haveria para dizer mas para tanto tem de falar connosco!

publicado por João Távora às 13:00

17
Out 10

 

@deco4macro (flickr)

Já lá vai o tempo em que bastava ter um site. Pedíamos a um conhecido, um "técnico", um sobrinho ou um afilhado e adicionávamos o prefixo "www" e um sufixo ".com" ou ".pt" ao nome da nossa empresa e o caso estava resolvido. Um luxo permitido nessa época. Com relativamente poucos sites online, era fácil tomar uma posição passiva e esperar que o nosso público viesse ter connosco.

Hoje em dia, apenas ter um site, já não é suficiente. Há cada vez mais e melhores. E quando não se está à altura da concorrência e do mercado, o inevitável acontece e aquilo que se investiu num site em flash, com animações, botões e outras sofisticações de nada serve para nos posicionarmos de forma eficaz perante o nosso público.

Quantas vezes ouvimos casos de empresários que acabaram de investir muitos milhares de euros num site que inicialmente impressiona clientes, mas onde não conseguem mexer uma vírgula sem contactar a empresa que o produziu, um site que não aparece em motores de busca? Enfim, um site que não dá resultados.

É aqui que entra o conceito de presença online. Ter uma comunicação inteligente, mais do que ter um site é estar online, agir online com os mesmos objectivos e proactividade com que a empresa procura offline novos horizontes de negócio. Isto não significa usar os mesmos meios. Significa adaptar as acções e aspirações ao canal de comunicação que se tornou a Internet.

Ter um site bem construído, fácil de gerir e optimizado para motores de busca, um blogue de apoio para comunicar com o seu público, estar activamente nas redes sociais, criando contactos positivos com a sua marca. Uma comunicação inteligente, passa por um site e uma estratégia que lhe permitam pescar onde haja peixe.

O seu site já lhe dá resultados? Gostávamos de conhecer o seu caso. Comente este post!

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 16:55

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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