Um blogue sobre comunicação inteligente

11
Fev 13

A internet dava os primeiros passos e com ela apareceram os primeiros mecanismos de pesquisa: Lycos, Altavista, Excite, InfoSeek, WebCrawler e Dogpile [ver timeline] apareceram na primeira metade da década de 90 e tinham em comum, uma caixa de texto e um botão que permitia aceder a uma lista de resultados de pesquisa. Alguns, tinham na "homepage" uma árvore de temas, que permitia aceder a conteúdos filtrados por tema.

O aparecimento do AskJeeves, em 1996 trouxe a primeira aproximação alternativa à pesquisa por palavra (ou “keyword”), sendo que a pesquisa era feita por uma questão posta pelo utilizador.

Hoje exige-se muito mais; a substituição da palavra pela imagem, a substituição de uma lista de resposta por um gráfico, infografia ou rede de resultados.

Enquanto a Google trabalha no seu Knowledge Graph [ver link], a Facebook entra também no mercado dos motores de pesquisa, tendo feito a apresentação do seu Facebook Graph Search [link - demonstração] mecanismo de pesquisa semântica com resposta gráfica e imediata, indiciando alterações paradigmáticas no curto prazo.

 

Facebook Graph Search

 

Exemplos de uma pesquisa seriam:

  • “Fotos dos meus amigos de Nova Iorque” (exemplo da imagem acima)
  • “Amigos meus que gostam de U2 e Awolnation”
  • “Pessoas com quem falei no grupo de Política e Responsabilidade Social”
  • “Fotos que publiquei com o meu amigo Nuno Miguel” ou “Fotos que ele publicou”
  • “Mensagens que enviei sobre anúncio de venda do carro”

Assim como a categorização em árvore tem vindo a ser substituída pelo "tag" ou "label" por tema (que pode enquadrar qualquer conteúdo em múltiplos temas e não apenas uma categoria), algo semelhante se passará com a pesquisa: centrar os resultados na escolha de uma palavra-chave deixará de ser obrigatório ou primordial, porque a associação de um evento, artigo, notícia ou pessoa a uma pergunta vai muito para além das palavras que descrevem esse evento, artigo, notícia ou pessoa.

Embora neste âmbito se fale muito em algoritmia (especialmente com as alterações introduzidas pelo social media), o foco maior está sempre na optimização da satisfação da necessidade do utilizador e é nesse princípio que aparecem modelos alternativos de pesquisa, como por exemplo:

  • Wolfram Alpha (conceito inovador em termos de algoritmia e resultados ricos em informação, inclusive com várias métricas de cada resultado),
  • NowRelevant (pesquisa altamente virada para o presente e passado muito recente),
  • SocialMention (orientada para conteúdos existents em social media, blogues, fóruns, etc.),
  • DuckDuckGo (que se origulha de ser 100% respeitador da privacidade online),
  • DocJax (pesquisa de eBooks e artigos gratuitos),
  • Blekko (enfoque na relevância em vez da quantidade de conteúdos), ou ainda
  • StartPage (usa o Google como mecanismo, mas sem qualquer identificação de quem pesquisa).

Estas plataformas fogem do "mainstream" de pesquisa de conteúdos (um pouco à semelhança do que se passa no mundo da música) para terem uma identidade própria, adequada a um share mais pequeno de utilizadores mais específicos, mais literados e que sabem melhor aquilo que procuram e como o querem encontrar.

 

Fonte: P3 (Público) | Tech Crunch | Facebook.

publicado por Hugo Salvado às 22:00

19
Out 10

O Google acabou de incorporar uma nova característica nas suas pesquisas: pode agora dar prioridade ao local mais relevante para o que quer pesquisar.

Dirão alguns: mas isso já acontecia! Sim, mas o que o algoritmo do Google detectava era apenas a localização actual do utilizador e fornecia resultados mais relevantes para a sua localização.

Mas e se estamos a planear uma viagem ao Havai? Agora podemos indicar a localização mais relevante para a pesquisa:

 

 

Esta medida, para além de privilegiar os resultados naturais, vai ajudar também a que os anúncios AdWords sejam ainda mais certeiros.

Esta funcionalidade estará disponível em breve em mais 40 idiomas.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:11

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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