Um blogue sobre comunicação inteligente

01
Fev 12

De hoje a um mês, no dia 1 de Março, a Google (enquanto empresa) vai substituir 60 clausulas da sua política de uso de serviços e privacidade por apenas 1.

 

Como é que isso é possível?

Vamos ver se é possível explicar.

 

 

Resumindo numa frase, sempre que um utilizador estiver com login feito, estará a ter o seu comportamento monitorizado... esteja no Google, Gmail, YouTube, Picasa ou outro site qualquer que seja da Google e/ou esteja ligado ao Google Analytics (sistema/ferramenta de análise de comportamento dos utilizadores na web - com métricas e reports detalhados para quem o utiliza).

 

O processo consiste em unificar as políticas (tornando-as uma única e transversal) em todos os sites da Google, ao contrário do que acontecia até aqui, onde cada plataforma tinha a sua política de uso e privacidade.

 

Diz a Google que esta alteração visa a optimização da experiência do utilizador, criando ligagões e apresentando anúncios sempre mais correlacionados com os interesses e necessidades de quem "navega". As garantias dadas são:

  • Para quem não fizer login, o uso da pesquisa, do Gmail, YouTube e outros produtos e plataformas Google mantém-se possível, mas sem criação de métricas indexadas a um utilizador específico;
  • A Google não está a fazer nada de novo, não está a recolher informação que já não estivesse a ser recolhida; está a consolidar e a estudar de um novo modo toda a informação que já obtinha do utilizador pelo uso das suas plataformas (para os mais puristas, há sempre a oportunidade de criar contas diferentes para Gmail, YouTube, etc.);
  • O objectivo é simplificar; o Google era "apenas" um mecanismo de pesquisa em 1998 e hoje, 14 anos depois, contém uma vasta gama de produtos que obrigou a lista de políticas de privacidade a crescer até 60;
  • Todos os utilizadores de produtos/plataformas Google podem, no processo de cancelamento de uma conta, solicitar que todos os seus dados e informação pessoal sejam apagados.

 

A situação está a criar tanta celeuma que a Google "teve" de escrever uma carta ao Congresso dos EUA a explicar-se [ver conteúdo aqui] e a criar um minisite em formato de blogue com esclarecimentos [ver este link].

 

Estes assuntos são levados muito a sério pela Google.

Todos os conteúdos continuam a ser privados e, no que diz respeito ao uso feito pela Google, tudo é passível de ser editado, todas as permissões podem ser customizadas [ver este artigo detalhado da Cnet].

 

E essa é a maior garantia que um provider pode dar ao seu cliente.

 

 

Fontes: Google | Cnet | Time | Washington Post

publicado por Hugo Salvado às 00:30

24
Jan 12

Com o hype do social media, vários nomes emergiram como plataformas que permitem que conteúdos pessoais sejam guardados e partilhados online (com critério e perfil de acesso), sejam eles textos, imagens, vídeos, notícias e/ou ficheiros.

 

Desde o início da boom da Internet, e para além de sites institucionais de entidades ou empresas, bem como das publicações oficiais de jornais e revistas, depressa proliferaram, numa primeira fase, os fóruns de discussão, numa segunda fase, os blogues e, mais recentemente, as plataformas de social media (em boa verdade, os fóruns, os blogues e até as wikis se enquadram na definição de social media), como os conhecidos Twitter, Facebook ou Google+, mas também o LinkedIn, Flickr, StumbleUpon, Picasa, Blogger, Hulu, Plaxo, Hi5, Wordpress, Quora, Tumblr, Digg, Orkut e até a Wikipedia ou Wikileaks.

 

Mas, nesta fase da Web 2.0, consideram-se social media as plataformas que permitem a transformação de comunicação em diálogo interactivo, num contexto de Internet, baseado em conteúdos gerados por utilizadores, sejam estes pessoas ou entidades.

 

Assim sendo, quantas plataformas de social media há?

 

Conversion Prism
Existem mais de 250 plataformas de social media.
Alfabeticamente, e deixando o Twitter, Facebook e Google+ de fora, convido-vos a "darmos uma vista de olhos" nos 12 que considero serem os mais relevantes:
  • Digg / Dellicious - duas plataformas distintas que servem basicamente para o mesmo: guardar bookmarks (ligações preferidas) para referência futura; todas as vezes que não temos tempo para ler algo que é interessante e queremos mesmo ler depois, um click basta para memorizar a página;
  • Flickr - orientada para a partilha de fotografias/imagens, é também, pela sua vocação, um local onde se pode construir um portfolio que pode ser usado em vertentes profissionais ou exclusivamente pessoais;
  • Foursquare - para além de servir para indicar onde estamos presentemente, serve como guia turístico, já que se podem fazer recomendações e avisos sobre qualquer tipo de estabelecimento comercial ou mero local;
  • iTunes - na verdade, é muito mais do que o site de venda de conteúdos multimédia da Apple; é a extensão online para qualquer utilizador que tenha um iPod, iMac, iBook, iPhone ou iPad; os conteúdos podem ser adquiridos, mas também podem ser disponibilizados pelo próprio e todos podem fazer broadcast, aliás podcast, dos "seus" conteúdos;
  • LinkedIn - existe desde 2003 esta plataforma que permite a presença online de particulares e empresas/entidades num contexto profissional, onde coexistem ofertas de emprego com fóruns multi-temáticos, onde se pode desenhar e apresentar extensivamente um currículo e ter um perfil em uma ou mais Línguas;
  • MySpace - o grande responsável por vivermos o boom de social media e networking actual serve "apenas" para a promoção de artistas e da sua música; já foi re-inventado várias vezes (recentemente até mudou de logótipo) e a sua ligação ao Facebook tem funcionalidades interessantes, como sejam a partilha da playlist de uma plataforma para a outra;
  • Picasa - semelhante ao Flickr, permite o arquivo e gestão de fotos/imagens online, tendo as vantagens de pertencer à Google (interacção facilitada) e de ter utilitários que permitem a edição dos conteúdos (como se de um programa de tratamento de imagem se tratasse);
  • Plaxo - tem uma base-de-dados de mais de 40,000,000 de cartões de visita e serve para isso mesmo, para guardar informação básica sobre contactos pessoais;
  • Quora - plataforma onde se expõem problemas e se apresentam soluções detalhadas para as mesmas, como sendo um gigantesco centro de conhecimento online no formato "pergunta / resposta";
  • Wikipedia - o conceito de que qualquer pessoa pode partilhar e adicionar conhecimento vem da ideia do serviço colaborativo prestado pelas carrinhas "Wiki-Wiki" do aeroporto de Honolulu; durante algum tempo pairou a dúvida sobre se a qualidade dos conteúdos seria aceitável, mas a história deu razão ao fundador;
  • YouTube - não precisa de apresentação, certo?
Mas ainda poderíamos falar do Vimeo (vídeo), Tweetdeck, FriendFeed, HootSuite (aglutinadores de social content), Reddit, StumbleUpon (destaque e partilha de conteúdos), Groupon (compras), Classmates (colegas de escola), Wordpress, Drupal, XAMPP, Joomla (construção de sites), etc., etc., bem como áreas de recomendação de vários sites (nomeadamente o da Amazon, que foi fulcral no seu crescimento) que acabam por ser decisivos para tomadas de decisão de compra ao mesmo tempo que valorizam e credibilizam a opinião da comunidade.
Fica claro que o universo de social media é muito mais extenso do que se poderia pensar... e, tal como o "nosso" universo, também se encontra em (grande) expansão.
publicado por Hugo Salvado às 23:30

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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