Um blogue sobre comunicação inteligente

08
Nov 15

(...) Mas a Internet provoca a fragmentação de meios, recursos, conteúdos e públicos. Enfraquece media como os "grandes canais". Até que ponto podem conviver com outras formas de usar a TV? A meu ver, todas as sociedades precisam de centralidades, de centros mentais, como o poder político, as religiões maioritárias, os desportos maioritários. Basta imaginar o caos social se, de repente, acabassem todos os grandes canais, os grandes jornais e as grandes rádios. São precisos centros, e a TV, na forma actual, ainda disponibiliza centros principais da sociedade.

 

Eduardo Cintra Torres, Correio da Manhã -  Ler mais aqui.


publicado por João Távora às 15:03
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05
Mar 15

Outro dia ouvi alguém dizer de outrem que de andar tão direito mais parecia um emproado. Achei piada ao comentário ouvido de passagem mas que me reteve a atenção. Na verdade, vivemos num mundo em que a imagem conta e a primeira impressão, dizem-nos, premeia-nos ou castiga-nos para sempre.

O engraçado é que o dito emproado deve ter-se esforçado. Talvez o seu esforço tenha valido a pena com outras pessoas que não aquela, para outros que viram nele confiança e não vaidade. Mas o que interessa aqui é que a imagem é fruto de múltiplos pequenos sinais, por vezes não mais que meras impressões, que se destacam logo de imediato ou ficam no nosso inconsciente e só se revelam mais tarde. É algo que não  controlamos porque depende, por vezes, mais da personalidade dos outros, das suas experiências, sucessos e frustrações que de qualquer outra coisa.

Temos os emproados; os de nariz empinado; os que nos olham nos olhos como para provar que não têm medo e até os que baixam o olhar; os que falam pelos cotovelos e os que se calam; os gabarolas e os falso modestos; os que só aceitam ser fotografados de um lado; os que forçam convites e os que se fazem caros, mas aceitam logo.

Com o desenrolar do tempo vamos aprendendo coisas destas. Se formos bons observadores, para o que só precisamos de estar atentos, há pequenos sinais, gestos, olhares, palavras, respostas, perguntas, que nos dizem mais sobre alguém que mil imagens. Não há que enganar, nem modo de sermos enganados.

André Abrantes do Amaral no Jornal i

 

 

publicado por João Távora às 10:48
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25
Ago 13

Factos são factos, mas o que interessa na actualidade é a opinião. O comentário está, aliás, a pôr--se a jeito para uma tese de doutoramento que seja capaz de explicar as vantagens e desvantagens de ter políticos e jornalistas a comentar tudo o que mexe. Os especialistas em saúde, transportes, justiça, etc., aparecem episodicamente para fazer o papel da cereja em cima do bolo.

Opinar passou a ser o mais generalizado dos direitos democráticos, mas a opinião perdeu valor, por ser mais comum e, acima de tudo, por ser pouco ou nada especializada. Bonitos e feios, com o dom da palavra e aparvalhados, sábios e menos sábios, todos fazem parte da ditadura do comentário.

O comentário fez caminho e tornou o facto quase dispensável. Se da comunicação social passarmos para as caixinhas de comentários na Internet, então, na maior parte dos casos, passamos directamente para a pornografia. Por aqui, só com uma peneira conseguimos encontrar provas de inteligência. Ela existe e revela-se com orgulho entre os que assumem a paternidade dos seus comentários. A maioria dos nickname nem consegue opinar, não lhes interessa nenhum debate de ideias, basta-lhes o campeonato dos insultos.

Adiante. É na televisão que se joga a força desta ditadura e aí o professor Marcelo é o mais brilhante comentador político. É uma mistura de Cristiano com Messi e, por isso, é o mais bem pago. É justo. Cada um deve ser pago pelo que vale e os dribles de Marcelo são pura magia. Na televisão Marcelo Rebelo de Sousa é imbatível. Goleia os adversários das TVs generalistas e transforma em amadores os competidores da TV Cabo. Estamos a falar apenas das grandes competições, onde só jogam os políticos, porque em matéria de comentários há ainda uma segunda divisão, onde jogam comentadores profissionais e um ou dois jornalistas, e uma terceira divisão, onde jogam camionetas de jornalistas (eu incluído).

No caso dos políticos, principalmente os que comentam aos fins-de-semana nas televisões generalistas, os seus comentários passam muitas vezes a factos para serem comentados pelos outros comentadores. Já ninguém sabe o que factualmente aconteceu, sabemos todos o que é suposto ter acontecido de acordo com a opinião dos comentadores.

 

"A Santa Opinião" - Paulo Baldaia, In Diário de Notícias de 25 Agosto

publicado por João Távora às 12:58

03
Dez 11

 

Henrique de Castro considera que as grandes empresas portuguesas – financeiras, transportes, telecomunicações e serviços – não estão a usar as ferramentas que a internet proporciona ao nível ao nível dos outos países. “ainda consideram o marketing como custo e apostam muito no off-line. Alguns gestores não perceberam que o marketing está a evoluir para ser um custo variável através da internet e dos motores de pesquiza (search). Agora a estratégia não é atingir as massas, mas sim cada uma das pessoas. Isto é uma mudança estrutural no sector publicitário”, diz o executivo português.

 

Henrique de Castro presidente da Google para Media, mobilidade e plataformas em entrevista a João Ramos do Expresso

publicado por João Távora às 16:34

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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