Um blogue sobre comunicação inteligente

21
Fev 11

Começo a semana com um convite no Facebook de um restaurante para adicionar um novo amigo. Ora, fui ver o convite e o meu potencial novo amigo é uma loja de roupa... Tenho portanto uma entidade abstracta que conheço a sugerir que adicione uma entidade abstracta que não conheço como amigo. Algo está mal...

Muitas das presenças no Facebook são hoje geridas na base do voluntarismo de um colaborador ou amigo, mas isto tem efeitos nefastos quando compromete o próprio sucesso da presença no Facebook e afecta negativamente a imagem da empresa.

Será que os donos do restaurante sabem que:

1.  Não podem ter mais de 5.000 amigos e quando chegarem aos 4.995 vão ter muito trabalho a convencê-los a gostar de uma página do mesmo restaurante?

2. Estão, tecnicamente, a violar os termos de utilização do Facebook, podendo o seu perfil ser desactivado sem aviso prévio?

3. Estão, de certa forma, a abusar da boa-vontade dos seus "amigos" ao sugerir que estes gostem de uma loja de roupa que não conhecem?

5 Sugestões para a gestão do restaurante:

1. Criem uma página (não um perfil) com um design que transmita a identidade do restaurante (o Facebook permite bastantes personalizações que tornam isto possível)

2. Convidem os amigos já existentes a gostar da nova página (avisando que o perfil actual será desactivado)

3. Mantenham a página com conteúdos interessantes, focados e regulares

4. Para os gestores da página: assumam a vossa identidade e criem uma relação de proximidade com os clientes

5. Ofereçam qualquer coisa aos novos seguidores

Ao dono do restaurante que me "convidou" diria: lembre-se que se investiu num serviço profissional no seu restaurante, não há razão para não ser igualmente profissional quando comunica com o seu público.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 11:41

16
Fev 11

O CEO do Twitter, Dick Costolo proclamou perante a audiência do Mobile World Congress há poucos dias, que o seu objectido era que o serviço de microblogging fosse como a água.

O que Costolo quer dizer com isto é que as plataformas devem deixar de requerer conhecimentos especiais para a sua utilização e deverão tornar-se tão omnipresentes e intuitivas, como o gesto de abrir uma torneira. Todos sabem fazê-lo, velhos e novos, com ou sem educação superior, homens, mulheres e crianças.

Este ponto de evolução, onde se usam estas ferramentas sem pensar, pode levantar questões éticas, como todas as revoluções as levantaram. Uma coisa é certa, a forma de comunicar, será alterada como nunca antes, numa evolução exponencial, quando comparada com o one-to-one do telefone do séc. XIX, depois massificado, ainda em modo one-to-one, no séc. XX.

Esta revolução vai ser all-to-all, com todas as gigantescas implicações que daí advêm.

Mais alguém está com sede?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 16:45

31
Jan 11

As pequenas e médias empresas (PMEs) devem olhar para a web social (redes sociais + plataformas de partilha, como o Youtube) como uma oportunidade real de crescimento. Os exemplos já são consideráveis de negócios de pequena dimensão que conseguem por esta via obter uma dinâmica de interacção e vendas que os beneficia no longo-prazo.

Assim, aqui fica uma matriz (muito resumida!!!) de redes ou plataformas da web social, organizada por tipo de negócio, onde as PMEs devem manter uma presença estruturada, planeada e assídua para interagir com o seu público, aumentar as suas vendas e fidelizar clientes:

 

Tipo de Negócio Facebook Twitter Linkedin flickr YouTube Foursquare Groupon
Restaurante x x x x
Café x x x
Bar x x
x
Empresa de Catering x
x x x



Hotel / Turismo Rural x x x x x x x
Parque de Campismo x x x
Agente de Viagens x x x
Stand Automóvel x x x
Tabacaria / Papelaria x
Farmácia x
Lojas de Roupa / Sapatarias x x x x
Drogaria x
Venda por Catálogo x x
Garrafeira / Loja Gourmet x x x x
Padaria x x
Talho x x x
Florista x x x x
Cabeleireiro x x
x x x
SPA x x x x x
Loja de Animais x x x x x
Explicador x x
Clínica Médica / Dentária x x x x x
Creche / Infantário x x x x x
Empresa de Mudanças x x
Construtor Civil x x x
Pintor / Escultor x x x x x
Arquitecto x x x x x
Escritório de Advogados x x x x

 

São recomendações com base na generalidade dos negócios e podem (e devem!) ser revistas caso a caso. Se é dono ou responsável por um negócio destes, esta matriz pode ser um ponto de partida para sua reflexão sobre como estar de forma eficaz na web social.

Se já tiver tido alguma experiência com estas plataformas, aceitam-se contribuições de ideias, dúvidas e exemplos!

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:43

17
Jan 11

Na semana passada fui convidado a dar uma aula aberta na Universidade Atlântica em Oeiras a um motivado grupo de alunos da área tecnológica. Abordei em geral o tema daquilo a que designei como Layer Social (não fui o primeiro a usar o termo, como é óbvio), ou seja o fenómeno (e não a tecnologia em si) do uso de plataformas e suportes na interacção entre pessoas e entre pessoas e marcas.

O saldo foi altamente positivo e, devo dizer, que a mensagem expressa que lhes deixei foi clara: é preciso, cada vez mais, uma noção de que a Web Social não é um maná para as marcas nem um tipo de remédio contra todas as maleitas daqueles que pouco socializam.

Os social media são um meio e não a substância. Não se pode dizer que a TV aumente as vendas de uma empresa. O que se pode dizer é que um bom anúncio de TV aumenta as vendas de uma empresa. O meio não importa tanto como o nosso conhecimento de como o utilizar em nosso benefício. Isto escapa a muita gente, na ânsia de querer estar e aparecer, mesmo antes de saber estar e de saber aparecer de forma inteligente.

Neste artigo do Economist, fiquei rendido à definição de Ciber-Realismo (oposta a Ciber-Utopia), termo que adoptarei daqui para a frente. Na realidade, foi essa a mensagem que tentei passar aos alunos e é essa a mensagem que eu penso que as empresas precisam cada vez mais de ouvir (e menos a de entusiastas que mostram a web social como a cura para todos os males!).

No fundo é simples: em 2009 quando o povo iraniano se revoltava nas ruas de Teerão, a web social era tão útil aos manifestantes para se organizarem como às autoridades na sua monitorização.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 13:13

13
Jan 11

Há vários casos de pequenos negócios, como pizzarias, restaurantes, cabeleireiros, entre outros, que fazem cada vez mais uso das plataformas da web social para promover os seus produtos e serviços.

Estou cada vez mais convencido que os que vão vingar no futuro próximo são aqueles que:

1. Tratam todos os clientes por igual, mas recompensam generosamente os seus melhores clientes*

2. Dizem a toda a gente que recompensam os melhores clientes

3. Dão aos seus clientes ferramentas para serem "embaixadores" da marca junto dos seus amigos

4. São transparentes, proactivos e que interagem com os seus clientes e potenciais clientes onde eles estiverem

5. Apostam na tecnologia e plataformas certas para o seu público-alvo
*melhores clientes: aqueles que se destacam pela frequência das compras ou da divulgação que fazem dos produtos ou serviços junto da sua esfera de influência (família, amigos, colegas).

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 17:20

09
Dez 10

 

No seguimento do João ter abordado esta questão, um vídeo com bons argumentos. Acho que o melhor é mesmo «qual é o ROI do seu telemóvel?».

Neste caso, não se trata de aferir quantos euros nos dá por mês o telemóvel face à nossa conta, mas sim quantas relações não se estabeleceriam, quantas conversas não exisitiriam, quantos potenciais clientes não nos teriam contactado se não tivéssemos telemóvel.

No mundo de hoje, os social media não dão retorno directo: aprofundam ligações, acrescentam interactividade às relações marcas/stakeholders, são potenciadores de resultados e acrescentam valor qualitativo que, claro, se poderá converter a prazo em melhores resultados quantificáveis.

No entanto, a pergunta não deve ser «quantos € receberei, por cada € que investir», mas sim «não estarei a perder € (quem diz € diz quota de mercado, notoriedade, etc...) por não estar onde estão os meus clientes?». A resposta torna-se simples: é melhor estar do que não estar, é melhor ter telemóvel do que não ter.

Quem não aparece, deixa paulatinamente de exisitr. Isso sim, é mau para o negócio. É como deitar fora o telemóvel, só porque não conseguimos medir o seu ROI. Quem será o primeiro a atirá-lo pela janela?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:25

24
Nov 10

Foi Rupert Murdoch, que instalou uma paywall no seu The Times no início deste ano, algo que fez franzir vários narizes (incluindo o meu). Estava, na realidade, a antecipar a predisposição dos leitores para pagarem por conteúdos, muito por força dos "tablets" (iPad, Samsung Galaxy Tab, entre outros) e do modelo de negócio que trazem consigo. É hoje já um facto em vários países que o público está a aderir em grande escala e, há quem diga, está até mais predisposto a ver e interagir com publicidade. Como diz o jornal i, é um verdadeiro "tablet" de salvação para o sector.

Alguns grupos editoriais portugueses já se aperceberam da enorme oportunidade. Ontem, num encontro sobre o tema organizado pelo grupo Impresa, Juan Antonio Giner da Innovation Media Consulting afirmou que as vendas destes equipamentos em Portugal devem chegar às 160 mil unidades em 2011.

Os tablets vão complementar o tráfego web tradicional, potenciando-o comercialmente e qualitativamente, resultando numa experiência mais rica para os leitores (e para quem investe).

Parece que todos ganham, ou ainda restam dúvidas?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 09:56

23
Nov 10

 

A publicidade caminha a passos largos para um modelo de proximidade pela mobilidade, acompanhando as pessoas para onde quer que vão, sugerindo aquilo que lhes é mais relevante. O iPhone e outros smartphones são uma plataforma de enorme potencial que só irá crescer com maiores níveis de adopção e de desenvolvimento tecnológico. Boas sinapses, a manter sob o radar, sem dúvida.

Como em tudo, os primeiros a chegar...

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 15:25



Porque os melhores vendedores são os próprios clientes, fique a conhecer o Groupon e veja como é um conceito que deve considerar para o seu negócio:

Groupon = group + coupon (cupão)

Modelo de negócio
: Uma loja cria uma promoção que só acontece se um número suficiente de pessoas se comprometerem a usufruir dela. Os potenciais clientes recebem um alerta para a promoção. Se quiserem participar, comprometem-se em comprar e, ao mesmo tempo, partilham com os seus amigos via redes sociais para que eles também se comprometam (aumentando as hipóteses da promoção se realizar). Quando o número suficiente de aderentes é atingido, podem imprimir os seus "groupons" (cupões) e dirigir-se à loja, beneficiando da dita promoção.

É um modelo de negócio onde todos ganham:

1. Os clientes recebem descontos (entre outras benesses)

2. As lojas ficam com uma garantia de afluência (podendo preparar a logística, garantir o bom atendimento e, claro, as aumentar as receitas)

3. As lojas vêem os seus produtos promovidos de forma gratuita

Mas há um terceiro beneficiário:
4. O Groupon, como plataforma, recebe uma comissão sobre as vendas (normalmente de 50%!)

Funciona porque:

1. Baseia-se na proximidade: As lojas promovem descontos localmente = facilidade de acesso e potencial fidelização de clientes da zona (que aliás é o grande objectivo, já que as margens de venda são "sacrificadas" pontualmente em troco de popularidade).

2. É low-cost: A tendência low-cost impera e quem não gosta de ter 50, ou 75% de desconto num par de calças?

3. Cria word-of-mouth: De uma forma inteligente, este modelo coloca todos os envolvidos a falar sobre a promoção e logo, sobre a marca, aumentando o potencial de sucesso.

4. É uma solução win-win(-win): É uma relação win-win entre clientes e marca e entre marca e Groupon.

O Groupon é talvez o melhor exemplo de social commerce, que é a face, ou layer, do e-commerce cujo foco está no passa-a-palavra entre os clientes, que servem de prescritores dos produtos que compram ou querem comprar.

O Groupon foi fundado por Andrew Mason, um estudante de música norte-americano, em 2008 e tornou-se na empresa com mais rápido crescimento na história da Web. Em 2010 ultrapassará os 500 milhões de dólares em receitas. Está em mais de 150 mercados, incluindo em Portugal.

As vantagens deste modelo é que é facilmente replicável. Já pensou em como pode adaptá-lo ao seu negócio?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:25

17
Nov 10

Todos gostamos de ser reconhecidos. Pelo nosso trabalho, pelas nossas capacidades parentais, pelo cartão de pontos daquela loja que frequentamos mais, pelas idas à bomba de gasolina, etc...

Se a sua empresa está no Facebook, Twitter ou se mantém um blogue: dê. Recompense quem o lê, quem compra os seus produtos e quem partilha os seus conteúdos dando-lhes algum tipo de reconhecimento.

Para isto, qualquer gesto simples conta:

- dê protagonismo: se alguém faz retweet, agradeça mencionando a pessoa
- dê €: ofereça descontos ou oportunidades exclusivas para os seus produtos/serviços aos seu fãs do Facebook
- dê "obrigados": agradeça as sugestões que os clientes menos bem-dispostos lhe derem (e as dos bem-dispostos também!)
- dê uma parede inteira: se quiser mesmo mostrar ao mundo que se preocupa, porque não seguir o exemplo do site/blog Mashable e criar uma parede na sua empresa dedicada aos seus fãs/amigos do Facebook (ver foto acima)

Dar, é uma linguagem que todos compreendem. Mesmo que tudo esteja bem, dê, que ficará melhor ainda.

O que é que tem oferecido ultimamente àqueles que lhe dão atenção? Tem alguma história de sucesso para contar?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 17:35

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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