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A forma e o conteúdo

Sexta-feira, 08.04.11
 

Pacheco Pereira sintetizava recentemente na Quadratura do Circulo com um pessimismo cortante o drama do impasse português que as eleições não resolvem: a convergência duma incapacidade endógena para a mudança, com a submissão da política à lógica mediática, refém de artifícios comunicacionais em detrimento dos atributos substantivos. Em defesa das disciplinas do Marketing e da Comunicação de que sou profissional e aficionado, simultaneamente endeusadas e diabolizadas, convém afiançar que por mais sofisticadas que forem as estratégias ou técnicas aplicadas, o sucesso da propaganda dependerá inevitavelmente da qualidade substantiva do “produto” ou protagonista. Sendo verdade que uma boa estratégia de comunicação opera milagres na percepção pública duma mensagem, a longo termo, a mentira em confronto com a essência, tem sempre as pernas curtas. Como profissional comunicação sei muito bem que antes da imagem está a substância, elemento preponderante para o sucesso de qualquer acção. Citando Kant de memória, “as formas sem conteúdos são vazias e os conteúdos sem formas são cegos”.

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publicado por João Távora às 17:13





Editorial

Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais

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