Um blogue sobre comunicação inteligente

17
Set 13

Todos sabemos de marketing... todos sabemos o que é melhor para nós mesmos em termos de imagem e comunicação... todos temos opinião sobre cores, formas e formatos. Certo?

Um dos adversários do bommarketingé o senso comum de quem não está preparado para "fazer diferente para ter resultados diferentes".

Simplificando, e como uma imagem vale mil palavras...

 

 

 

Fonte: Lyubcho.

publicado por Hugo Salvado às 15:30

10
Set 13

O facto de as televisões terem decidido se isentar do acompanhamento das centenas de candidatos e campanhas autárquicas a decorrer pelo país, se prejudica a projecção do acto eleitoral em si, confere ao mesmo uma dimensão definitivamente local e de proximidade. Façam-se à estrada, rua a rua, porta a porta, pois então.
Claro que notícia é notícia e propaganda é propaganda. Nesse sentido espero bem que, se Costa levar com um tomate podre ou Meneses morder num cão, a CNE permita que as televisões transmitam uma reportagem.  

 

(editado) 

publicado por João Távora às 16:33

26
Jun 13

Augusto Santos Silva sugeriu ontem na TVI 5 regras para uma comunicação política eficaz e substantiva. 1ª: «Cada macaco no seu galho. Não pode o Ministro dos Negócios Estrangeiros vir falar de economia ou de agricultura». 2ª: «Os galhos são diferentes. Há um primeiro-ministro, ministros e secretários de Estado. Não pode um secretário de Estado, por exemplo enquanto decorrem negociações do ministro da Educação, meter-se na seara do ministro da Educação e falar em sentido contrário. Entendam-se, há uma hierarquia no Governo». 3ª: «Convém que se fale quando se tem alguma coisa para dizer. Não há excelência da forma que consiga apagar o vazio do conteúdo». 4ª: «Quando falarem vários convém dizerem a mesma coisa, senão entram na cacofonia que é fatal para qualquer grupo ou organização, muito mais para um Governo». 5ª: «Se a má notícia expulsa a boa, convém que as más e as boas notícias não sejam dadas ao mesmo tempo, como já dizia Maquiavel».

 

Roubado ao meu amigo João Gonçalves

 

publicado por João Távora às 20:46

03
Jun 13

Como já aqui tínhamos falado, a televisão vai mesmo mudar. Com a massificação de aparelhos com acesso permanente a Internet móvel de banda larga, a quantidade de conteúdos multimédia que fica acessível a um telemóvel, tablet PC ou portátil é enorme.

Por outro lado, as televisões que temos em casa são cada vez mais LCDs, TFTs, LED TVs e afins, que fazem muito mais do que "subir canal" e "baixar canal" e que têm já quase obrigatoriamente uma ligação de rede (por fio ou wireless).

Dois ingredientes adicionais que o mês de Maio nos trouxe:

  • o YouTube lançou a sua versão portuguesa e a Zon foi o primeiro anunciante [link];
  • o YouTube (global) lançou os primeiros canais de subscrição por $0.99 / mês [link].

Para todas as pessoas que se questionam para que servem os cento-e-tal canais da grelha quando só usam uma dezena deles, estas duas notícias são um óptimo aperitivo para o que aí virá.

YouTube.pt

 

Cada pessoa, cada lar, poderá finalmente desenhar a sua grelha de canais a custos realistas, de acordo com o seu interesse e disponibilidade financeira.

Então, o que falta para termos a nossa própria grelha de TV digital (via serviço de Internet) onde quer que estejamos?
Pouco, falta pouco... faltam os acordos entre as empresas que gerem os direitos televisivos de transmissão.

 

Fontes: BBC | The Verge | Público | Jornal de Negócios.

publicado por Hugo Salvado às 11:15

11
Abr 13

A vida na era digital implica a capacidade de vivermos "a 200 à hora", de adoptarmos plataformas hoje e deitarmos fora amanhã ou, melhor, abandonarmos umas em prol de outras "como quem troca de camisa".

Aquilo que é trend hoje, pode ser trash amanhã (ou, como dizem os americanos, "glitter to gutter") e o facto de se estar no hype, no topo, não é garante de nada a médio/longo prazo.

 

Há que criar uma identidade própria, uma utilidade real, uma certa independência (e até imunidade ao mercado e contexto económico), para se ser mais do que efémero.

De entre vários casos de "estrelas cadentes", como a Yahoo, o Blockbuster, a Kodak, o GeoCities, a Saab, a Polaroid, um ponto comum para o insucesso é a relação de dependência com um parceiro único, com um mercado target único, com algum tipo de estrangulamento que impede a diversificação do que se vende/produz/oferece.

No cenário actual, vimos uma empresa a "cair" nesta categoria: Instagram.

 

Alguém usaria/consultaria as fotos sem que seja no Facebook?
Sim, mas quem o faz na própria plataforma do Instagram não tinha uma vantagem clara sobre as N plataformas de gestão de imagens/fotos que estão disponíveis gratuitamente. E apesar de os cerca de 20 filtros (já foram 22, agora são 19) serem muito interessantes, não é esse o facto que torna a plataforma única e tão procurada.
O factor decisivo é a fácil e imediata partilha de uma foto com estilo/qualidade, é isso que torna o Instagram original.

Felizmente para a empresa, o Facebook gostou tanto que pagou mil milhões de dólares por ela (e acabou-se a preocupação).

Ainda assim, e sem takeovers ou aquisições, já houve quem tarde se auto-reinvetasse - como a Apple, Old Spice ou a Lego - e "voltado à vida", sinal de que nunca é tarde demais para se diversificar e acompanhar a mudança permanente em que vivemos.

publicado por Hugo Salvado às 11:45

01
Mar 13

Bem conseguido, o novo vídeo institucional que o Turismo de Portugal apresentou ontem em estreia absoluta nos Prémios da revista Publituris: curto e cativante está bem focado nos nossos segmentos prioritários. Apenas ressalvo que 15 segundos gastos com os alguns monumentos mais emblemáticos, mesmo em fundo, não teria sido má ideia. A História também reflecte as pessoas, a nossa gente.

publicado por João Távora às 10:16

18
Jan 13


“Em cada dia de 2012, o mundo produziu, mais informação escrita do que toda aquela que existia antes de 2003.” Como se não bastassem os crescentes desafios e aflições que nos impõe o ajustamento económico global, vemo-nos inquietados por esta parangona dum artigo do Jornal de Negócios. Nele se faz referência aos efeitos colaterais da nossa Era Digital que democratizou e desintermediou definitivamente a comunicação. A isso chamou Alfons Cornellá, especialista espanhol em tendências da informação, “infoxicação” um neologismo que é a mescla das palavras “informação” e “intoxicação” salientando assim o seu efeito perverso.
Tanto ou mais do que os efeitos psicossomáticos causados às pessoas que têm dificuldade em desligar-se da constante torrente de informação, se é certo que o fenómeno implica o desenvolvimento de novas competências na pesquisa e filtragem dos dados, interessa-nos aqui salientar o desfio que este coloca aos emissores a descobrirem e actualizarem fórmulas de se fazerem escutar pelos seus públicos-alvo.
Isto só é possível com uma valorização do trabalho profissional nas disciplinas da comunicação e do marketing, no constante aprofundamento do estudo, sério e competente dos mercados e das suas tendências, para a concepção das fórmulas adequadas de conferir credibilidade e atractividade à informação veiculada, que soe cristalina a quem a procura ou dela tenha necessidade.
Da monstruosidade dos números mencionados no início deste texto, desse susto ao final do dia racionalizado, creio sinceramente que apesar de tudo o mundo é hoje mais transparente, que somos todos de facto mais livres. 

publicado por João Távora às 11:56

15
Jan 13

Depois da alteração das condições e termos de utilização e da polémica que gerou, ficou claro que Mark Zuckerberg não dita as leis, por mais poderosas que sejam as plataformas de que é dono.

Os números dizem tudo, em 15 dias, o número de utilizadores activos do Instagram baixou de 16,3 milhões para 7,6 milhões.

Lição aprendida?

 

Fonte: The Register / AppStats

publicado por Hugo Salvado às 00:30

31
Dez 12

Foi no início de Setembro que o Instragram (plataforma) foi adquirido pela Facebook (empresa) de Mark Zuckerberg, por cerca de 700 milhões dólares, e, naquela altura, não se notaram alterações no funcionamento da plataforma de partilha social de fotos.

Mas, no início de Dezembro, começaram a aparecer alguns rumores sobre a melhoria da interligação do Instagram com o Facebook e logo se começou a especular que, com toda a certeza, as alterações não seriam apenas de âmbito visual ou ao nível de funcionalidades.

As suspeitas confirmaram-se à cerca de uma semana, com a publicação nas novas condições de utilização do Instagram, onde podemos destacar:

  • Os conteúdos publicados no Instagramsão passíveis de serem disponibilizados no Facebook, outros produtos da empresa, parceiros e patrocinadores - esta situação abre espaço para situações em que uma foto de um qualquer utilizador possa ser usado para fins comerciais, anúncios e publicidade incluídos, de qualquer entidade detida pela Facebook (empresa);
  • Os menores não estão sujeitos a qualquer tipo de excepção - o facto de os utilizadores poderem registar-se com 13 anos não é impeditivo do uso das imagens; as condições de utilização informam que o seu consentimento implica o conhecimento das publicações por um maior de idade;
  • A publicidade (e serviços pagos associados) pode não estar identificada como tal - isto quer dizer que será fácil e comum confundir-se publicidade com posts de pessoas "amigas";
  • Existe uma forma de não aceitar as novas condições: apagar a conta.

As alterações, consideradas unanimemente altamente intrusivas, transformam a Facebook (empresa) na maior agência de fotografias do planeta, com os mais de 100 mil "fotógrafos" (leia-se "utilizadores") com o seu catálogo disponível.

Já na semana do Natal, a debandada começou... milhares de utilizadores começaram a fechar as suas contas de Instagram e a abrirem contas noutras plataformas, nomeadamente o Flickr e oShutterfly.

Hoje mesmo, o exemplo foi dado por Ryan Block (ex-Editor da Engadget e co-fundador da Gdgt) que, de uma vez, fechou as suas contas de Facebook e Instagram.

Como diz o ditado (ou quase): "Ano novo, vida (virtual) nova."

No caso destas alterações, elas entram em vigor no dia 19 de Janeiro de 2013, pelo que se recomenda a revisão atenta da presença nestas plataformas.

Fontes: Instagram (termos e condições) | New York Times | Sapo | Forbes | Fox News.

publicado por Hugo Salvado às 20:00

21
Dez 12

O Natal do Salvador que se concretizou há pouco mais de 2000 anos em Belém foi anunciado sob várias formas e pela boca de diferentes profetas durante os séculos que o antecederam. O Criador jamais descurou a comunicação do grandioso Advento. Naqueles tempos, para guiar o povo disperso e os reis do oriente para o mais improvável local de Encontro, o requinte em comunicação foi literalmente divinal: um cometa rebrilhante no céu indicou o caminho para o Presépio que mudou o rumo de toda a História. Na Sinapse Media estamos longe de pretender tais efeitos… mas garantimos uma criteriosa rede de talentos na matéria.

 

Feliz Natal, são os votos dede toda a equipa.

 

(Texto reeditado)

publicado por João Távora às 09:58

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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