Um blogue sobre comunicação inteligente

22
Out 12

 

A facilidade de acesso e o imediatismo da publicação de conteúdos proporcionado pelas Redes Sociais, sejam blogs, Facebook ou outras plataformas, constituem factores que banalizaram desavergonhadamente o tráfico de conteúdos copiados da Internet, em prejuízo dos seus autores, profissionais ou não. Nestes tempos em que muitos órgãos de comunicação social, ou simplesmente criativos individuais, lutam pela sua sobrevivência, nada justifica a apropriação e divulgação do seu trabalho, um crime que considero repugnante. Servir-se, seja de dinheiro, dum texto, duma frase, dum desenho ou duma fotografia da autoria de outrem, é sempre um crime, às vezes com consequências inimagináveis. Pense bem antes de o fazer. No Facebook, nos Blogues ou em qualquer outra plataforma, nada custa mencionar o autor, ou pelo menos referenciar a fonte. É pedir muito?

publicado por João Távora às 16:10

10
Out 12

 

Uma das boas potencialidades do Facebook é a disseminação de conteúdos online diversos, como páginas de internet, notícias e artigos de imprensa online, posts de blogs, filmes do Youtube etc, etc. No entanto, para que essa partilha tenha sucesso, não nos podemos esquecer que estamos a comunicar com os nossos amigos, e que é necessário provocar a sua curiosidade e consequente interacção através de uma frase pessoal devidamente provocadora e ajustada ao conteúdo que queremos desvendar, aquilo a que se usa chamar uma “call to acction” eficiente.

publicado por João Távora às 11:48
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24
Set 12


Através do botão “Amigo” que se encontra na respectiva página de perfil em baixo da “Capa” , encontramos maneira de classificar os nossos amigos segundo interesses ou origem: por exemplo faculdade, partido político, religião, amigos chegados, etc. Esse menu vem com algumas etiquetas pré-definidas, mas o utilizador tem sempre a hipótese de acrescentar novas. Esta funcionalidade permite-nos enviar mensagens para grupos definidos de amigos – por exemplo, organizar um encontro de antigos colegas do liceu ou colegas de emprego, associação ou clube.

publicado por João Távora às 09:00
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11
Set 12


A quem desagradar ver constantemente na Página Inicial (por exemplo) imagens de gatinhos, bouquets de rosinhas ou opiniões políticas com que não concorda, saiba que tem a opção de seleccionar os "amigos" que deseja seguir no "Feed notícias". Basta ir ao perfil desse "amigo", e desactivar o "mostrar no feed de notícias" no botão "amigos" situado à direita em baixo da "Capa". 
Aproveite esta visita para se certificar que essa amizade faz mesmo sentido... Para aqueles utilizadores que coleccionaram "amigos" ao longo dos anos, trata-se de uma selecção para fazer ponderadamente, dia a dia. 

publicado por João Távora às 11:17
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04
Set 12
  • Aplicações e Jogos:

Para os utilizadores individuais que não desejam receber convites para aplicações e jogos é fácil eliminá-los: Nas notificações, à frente do convite, passando o rato, aparece um x. Clicar no x e desactivar. A acção é apenas válida o respectivo jogo ou aplicação.

 

Nota: Iniciamos aqui uma série de dicas para melhor aproveitamento dos infindáveis recursos, funcionalidades e "truques" sisponibilizados pela plataforma comunicacional do Facebook, tanto na sua exploração individual como profissional.

publicado por João Távora às 10:52
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03
Jun 12

Correu muita tinta, muito papel, muita página de Internet, sobre a entrada em Bolsa do Facebook de Mark Zuckerberg.

Mas, tal como aqui apresentámos, todos os sinais apontavam para um preço excessivamente alto de uma empresa que tem muito de etéreo e pouco de concreto.

Tendo sido posta em venda por um preço inicial de $38, as acções subiram uns cêntimos no primeiro dia e, desde aí, foi sempre a descer até valerem os $27.72 do fecho de sexta-feira.

 

 

Quem lucrou?

Os do costume... os bancos e o dono da empresa.

Quanto aos (novos) accionistas, têm de esperar pela evolução do mercado, porque até agora, só têm conhecido o chamado "território negativo".

publicado por Hugo Salvado às 19:45

07
Mar 12

 

Segundo documento apresentado pela empresa por ocasião da sua OPV (ou, "Initial Public Offering") o Fecebook irá passar a exibir publicidade também nos dispositivos móveis, meio através dos quais acedem à plataforma cerca de metade dos actuais 850 milhões de utilizadores.
Assim, a maior rede social do mundo possui já a fórmula de exploração publicitária de tão grande fatia do mercado: será através de "histórias patrocinadas" que constarão pontualmente em destaque no feed de notícias dos utilizadores, aplicado em toda a panóplia de aplicações tanto para tablets, quanto para smartphones

publicado por João Távora às 17:57

17
Fev 12

 

O enorme sucesso e popularização do Twitter e Facebook vieram criar o mito da decadência dos Blogs. Ao contrário do que possa parecer, os números provam que este formato de publicação, enrolado numa sequência cronológica e disposto na web em redes de afinidades ou interesses, se vem consolidando e renovando-se diariamente com novos projectos, colectivos, profissionais, individuais, mais ou menos analíticos, intimistas ou institucionais, justamente potenciados pelas Redes Sociais, onde os seus conteúdos (posts) são disseminados de forma exponencial. Curiosa é a inversão de perspectiva de como foram dantes considerados os blogs e de como o são hoje. Há uns anos a sua fórmula era criticada pelo imediatismo irreflectido e inconsequente, hoje um estereótipo transposto para as Redes Sociais, dos “estados” de alma e “sound bites” de 140 caracteres. Tirando o caso de Pacheco Pereira que exacerba a exclusividade, a blogosfera é hoje genericamente apreciada como um privilegiado espaço de análise e reflexão plurais. Finalmente quanto ao Facebook, uma coisa parece-me evidente: se a plataforma adicionasse às cronologias alguma versatilidade na edição e formatação dos textos, talvez não fosse má ideia. 

publicado por João Távora às 12:08

09
Fev 12

Numa altura em que é dono e senhor de uma das empresas mais valiosas do planeta, Mark Zuckerberg vai aproveitar o hype do Facebook para lançar uma OPV ("Oferta Pública de Venda" ou, em Inglês, IPO = "Initial Public Offering") que pode valorizar a sua empresa entre os 75 e 100 mil milhões de dólares.

 

Surge, imediatamente, a comparação com a Google, cuja oferta em 2004 gerou 1,9 mil milhões de dólares para uma empresa que estava valorizada em 23 mil milhões. As acções da Google subiram, desde essa altura, dos $109.07 para os $609.85 de hoje de manhã, o que corresponde a uma valorização de $500.78, ou 462.36%.

 

Evolução das acções do Google, entre 2004 e 2012

 

 Com este cenário e aliando aos factos que o Facebook lucrou cerca de mil milhões de dólares no ano de 2011 para uma facturação aproximada de 4 mil milhões, parece interessante o investimento.

 

Interessante é, no mínimo.

Mark Zuckerberg, fundador e CEO

Mas... interessante para quem?

 

 

Em primeiro lugar, muitíssimo interessante para Mark Zuckerberg, dono de 28% das acções...

 

Em segundo lugar, para bancos como Morgan Stanley, Chase, JP Morgan, Goldman Sachs, que se estima virão a lucrar uns "meros" 100 milhões de dólares em comissões das operações dos seus clientes.

 

Em terceiro lugar, colaboradores e ex-colaboradores que cederam propriedade intelectual e/ou prestaram serviços ao Facebook em troca de acções da empresa nos últimos 5~8 anos. A esperada valorização imediata fará de alguns milionários.

 

Para o investidor particular, e após as transacções iniciais em que o público em geral terá pouco acesso (e onde está o "dinheiro grosso"), as acções estarão em bolsa como outras.

 

Será, então, o momento ideal para "entrar no jogo"?

Não.


Sendo impossível fazer futurologia, há vários indicadores que dizem que o crescimento exponencial (ou, como dizem os americanos, "em forma de hockey-stick") já passou. O crescimento tenderá a linear, se tanto, com tendência a estagnar.

 

Alguns indicadores:

  • O crescimento de utilizadores do Facebook foi de 69% em 2010 e de apenas 39% em 2011, uma tendência que se espera continue a atenuar;
  • Vários peritos em negócios bolsistas já afirmaram que a avaliação de 100 mil milhões de dólares está bastante acima do valor espectável de bolsa e pressupõe uma valorização a dois anos e com os níveis de crescimento de 2010 e 2011 como padrão;
  • O exemplo dado pela Groupon, onde mais de 20% dos investidores que compraram no primeiro dia, acabaram por vender as suas acções abaixo do preço que tinham comprado;
  • Dado o carácter social e multimédia da plataforma, é provável que o hype do Facebook seja de duração mais curta que o do Twitter, que se mantém fiel ao seu modelo inicial (o Facebook terá de se adaptar a novas necessidades dos utilizadores - o Timeline, por exemplo, tem mais utilizadores descontentes que satisfeitos com o upgrade - e existirá rapidamente a consciência de que muitos dos amigos que os utilizadores têm na plataforma, não são verdadeiramente amigos nem sequer têm interesse, bem como que o valor social da plataforma, tão publicitado por Mark Zuckerberg, não é assim tão alto nem eterno);
  • Dado ser uma plataforma "viciante", tem conotações altamente negativas em meios laborais, onde pessoas "perdem" tempo e se desligam dos seus objectivos, tanto profissionais quanto pessoais, para viverem uma vida superficial, etérea e virtual, ao contrário de plataformas que têm um lugar e impacto real na vida de quem as usa, nomeadamente o LinkedIn;
  • Várias plataformas, como o Zynga (que criou o "FarmVille" e o "Mafia Wars") ou o Foursquare (que está a conseguir crescer, apesar da força do "Facebook Places"), estão a tentar "cortar laços" com o Facebook (em termos de interoperabilidade e presença embebida na plataforma), dado o seu valor intrínseco e real;
  • Mark Zuckerberg é um rapaz de 27 anos com uma ideia excelente e uma boa equipa... mas não está ao nível de um Bill Gates ou de um Steve Jobs, que souberam viver e sobreviver em conjunturas favoráveis e negativas; além de que as empresas destes, ofereciam e oferecem bens tangíveis.

Resumindo numa frase o perigoso que é o investimento, diriamos:

"Investir no Facebook é misturar negócios com prazer!"

 

Nota: na notação americana, não existe a designação de "mil milhões" mas sim de "um bilião" (1 x 10^9 = 1,000,000,000); na notação europeia, a designação de "um bilião" corresponde a "um milhão de milhões" (1 x 10^12 = 1,000,000,000,000).

 

Fontes: C-net | Forbes | Motley Fool

publicado por Hugo Salvado às 11:30

25
Jan 12

 

Ainda a respeito das desgraçadas declarações de Cavaco Silva sobre as suas reformas, Ricardo Costa assumido céptico das novas plataformas de comunicação, ontem na SIC Notícias atribuía a profusão de vitupérios publicados nas redes ao lado perverso da utilização do Facebook. Compreende-se e respeita-se o seu conservadorismo, mas o director do semanário Expresso incorre no erro vulgar de confundir a mensagem com o mensageiro, o conteúdo com a ferramenta que afinal não é um fim em si mesma. O problema do presidente ou do seu gabinete, nunca foi, antes pelo contrário, o da utilização da popular rede social como veículo de proximidade com os cidadãos, mas o conteúdo da sua intervenção por sinal feita e em directo para as camaras e microfones dos media tradicionais. Julgo até que Belém, definitivamente beneficia do fenómeno Facebook que permite a ilusão de proximidade a mais de dois milhões dos seus utilizadores activos ao desabafarem, manifestarem as suas razões e emoções ao mais alto magistrado da nação na respectiva página pessoal, esvaziando assim “a rua”, essa sim um palco tradicionalmente determinante na estabilidade dos regimes. De resto o problema foi a extraordinária aselhice com que Cavaco comprou uma ruidosa e evitável borrasca… virtual.

publicado por João Távora às 10:59

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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