Um blogue sobre comunicação inteligente

15
Nov 10

Depois da notícia hoje de um estudo que mostra que 40% dos utilizadores de aplicações móveis de marcas se encontram descontentes, deixo aqui esta óptima apresentação da Marta Kagan (da viximo), autora da frase acima, sobre "branded iphone apps":

 

Branded iPhone Apps - the next generation of immersive mobile branding

Em resumo, as aplicações devem:
- Ter valor como entretenimento, ferramenta útil e como actividade social
- Ser simples
- Criar buzz
publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 14:34

08
Nov 10

São poucos os casos em que o entusiasmo dos candidatos e de organizações políticas pelas redes sociais se mantêm depois das eleições. Durante as eleições os candidatos apresentam-se como dinâmicos, sociais, abertos a opiniões, 2.0, 3.0, amigos de fulano e sicrano... Enfim, pessoas simpáticas que fazem um esforço para se ligarem ao seu eleitorado e que fazem por ouvir o que temos para lhes dizer.

Porém, frequentemente, parece que todo este frenesi socialificante se desvanece após os resultados eleitorais, sejam eles bons ou maus. Todos sabemos que Hillary Clinton é Secretária de Estado da administração Obama, mas o seu perfil no Linkedin, criado certamente durante o entusiasmo eleitoral, mostra-a ainda como Candidata:

 

Sugestões para Hillary:

- Rectifique o seu perfil

- Continue a trabalhar na sua rede

- Publique a sua agenda no Linkedin

- Mostre os eventos em que participa

- Partilhe e tome em conta o feedback da sua rede às suas preocupações, prioridades políticas e principais acontecimentos

Para atingir o objectivo de criar uma conta no Linkedin: interagir e potenciar o networking com uma comunidade activa de profissionais, é preciso dedicação em todas as fases. O mesmo se aplica para todas as iniciativas na web social.

Também John McCain, Sarah Palin e, pasme-se, John Kerry (entre muitos outros) deixaram permanecer o seu estatuto de candidatos.

Já Barack Obama, como nos tem habituado, tem uma estratégia de continuidade. Também na lista de boas-práticas da continuidade encontra-se a Família Real Britânica que inaugura hoje a sua presença no Facebook, depois de ser pioneira na presença em redes sociais como o You Tube.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 12:04

03
Nov 10

É nos sites simples que é mais fácil detectar boas e más práticas, que podem ser extrapoladas para sites mais complexos.
Aqui fica o exemplo de dois sites de promoção de aplicações iPad, cujo propósito principal é, obviamente, conduzir o utilizador a fazer download da aplicação.


Brushes


Aqui está uma excelente aplicação que ganharia com uma reconfiguração ao site:

1. "Scroll": o utilizador é levado a ler para baixo do écran inicial, numa forma pouco organizada, onde é difícil seleccionar o texto que nos interessa.

2. Texto longo e pouco atractivo: logo abaixo da imagem temos uns parágrafos de texto descritivo. Porque não um vídeo ou animação?

3. Páginas secundárias: Mais uma vez, um vídeo resolveria esta questão, visto que se evitava que o utilizador tivesse de ir a outra página (sempre com muito menos consultas que a homepage) para ver as funcionalidades da aplicação.

4. Fora de contexto: Página de artistas, blog, fotos no Flickr. No fundo os criadores deveriam ter optado por ter 2 sites: um de comunidade de utilizadores (partilha de portfólios, etc...) e outro site para promoção da aplicação. Como está, a eficácia de ambas as áreas (download vs. comunidade) fica comprometida.

Masque

 

Outra grande aplicação, com um site mais à altura (quase):

1. Design atractivo que comunica de imediato o propósito "artístico" da aplicação, neste caso de tratamento de imagem.

2. Animação: Sem intervenção do utilizador, a aplicação ganha vida e mostra-nos do que é capaz.

3. "Scroll": Ok, há um scroll significativo, mas tem os elementos bem organizados e é fácil escolhermos a parte que nos interessa.

4. Páginas secundárias: também as tem, mas alguém precisa mesmo de as ver? Eu fiquei convencido só com a homepage. Onde está o botão para download? Ah, aí está um ponto a melhorar... Um botão diferenciado da barra superior teria uma taxa de sucesso de cliques bem mais interessante.

Estranhamente, nenhum dos sites tem uma forma simples para divulgarmos a aplicação no Facebook, por exemplo.

Quantos sites são hoje excelentes exemplos de bons conceitos e de design, mas que não são feitos de forma a produzir resultados? Um back to basics compensa.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 13:23

28
Out 10

As campanhas 'blast' são anúncios massivos, concentrados num curto espaço de tempo e mostrados, neste caso, na rede google - adwords e display banners. Tendo em conta o sucesso obtido, este tipo de acção ganha adeptos entre as empresas Portuguesas. A Zon fez em Setembro passado uma campanha deste tipo onde, em 48 horas, triplicou as adesões à Zon Fibra, gerou 24 milhões de visualizações de anúncios e ainda duplicou o tráfego ao seu site.

Quem anuncia online, sabe que há estratégias e estratégias: os 'blast' não são, claramente, para todos. Exigem um grande investimento e uma infra-estrutura operacional sólida o suficiente para aguentar o impacto de milhares de adesões, telefonemas, etc... Mas é uma opção face a campanhas mais longas (com menor custo, mas também com resultados menos impactantes).

'Blast' ou não 'blast', as campanhas nas plataformas adwords, facebook ads ou linkedin ads são, pela sua segmentação e modelo de custo-por-clique, uma opção cada vez mais interessante para quem quer medir com eficácia o seu retorno sobre o investimento (ROI).

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:50

27
Out 10

Para todos aqueles que já fazem compras na Amazon, chegou uma forma de o fazerem de forma ainda mais simples: a aplicação Windowshop para iPad. Tirando partido do tamanho generoso do écran do tablet da Apple, o utilizador pode "folhear" por um catálogo interactivo, ler as opiniões de outros clientes e, claro, encomendar produtos. Tudo numa experiência fluída e fácil.

Cabe aos líderes mostrar o caminho e, de facto, a Amazon mostra aqui como é possível criar proximidade com o consumidor. Será interessante acompanhar evoluções futuras desta aplicação para iPad. Já é possível ouvir excertos de áudio, ver vídeos de amostra de DVDs. Fica a pergunta: quando é que poderemos folhear as primeiras páginas de um livro ou de uma revista? Nesse ponto, muitos de nós vamos temer pelo nosso orçamento!

Sem sombra de dúvida, é por aqui que vai seguir o comércio electrónico: proximidade, conveniência e competitividade.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 16:41

26
Out 10

 

 

As boas ideias são normalmente simples na sua essência. Um bom exemplo é este site que agrega tweets que rimam e os vai colocando naquele que é o poema mais longo do mundo: tem neste momento 1.3 milhões de versos.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 14:33

25
Out 10

 

O Luís Gagliardini Graça, com um longo percurso profissional na área do marketing (esteve na Direcção de Marketing da CP, entre outros) acaba de se juntar à equipa da Sinapse Media como consultor associado para New Business.

O Luís tem formação em Gestão de Empresas, pela Universidade de Évora e é Pós-Graduado em Marketing pelo IPAM.

É também professor de Ética Profissional e Social, na Escola Val do Rio, a alunos dos cursos Técnico-profissionais.

Luís, bem-vindo, que a nossa colaboração seja longa e profícua!

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 18:27

19
Out 10

O Google acabou de incorporar uma nova característica nas suas pesquisas: pode agora dar prioridade ao local mais relevante para o que quer pesquisar.

Dirão alguns: mas isso já acontecia! Sim, mas o que o algoritmo do Google detectava era apenas a localização actual do utilizador e fornecia resultados mais relevantes para a sua localização.

Mas e se estamos a planear uma viagem ao Havai? Agora podemos indicar a localização mais relevante para a pesquisa:

 

 

Esta medida, para além de privilegiar os resultados naturais, vai ajudar também a que os anúncios AdWords sejam ainda mais certeiros.

Esta funcionalidade estará disponível em breve em mais 40 idiomas.

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 10:11

18
Out 10

Quando organizamos um Evento pretendemos chegar a um público específico, interessá-lo na nossa mensagem, darmo-nos a conhecer. Mas será que o seu sucesso se mede apenas com uma sala cheia? Não: o seu êxito mede-se, para além do número e impacto no público, pela comunidade que este gera e pela forma como após o evento esse grupo de pessoas permaneça activo.

Para se atingir estes objectivos devem criar-se condições e estimular os participantes, previamente inscritos numa plataforma online, a partilhar as suas ideias e preocupações sobre o tema abordado. Tudo isto com o objectivo que sejam obtidas pistas para adaptação do evento às suas expectativas, e para que, quando a reunião tiver inicio estes estejam já numa fase mais avançada na relação uns com os outros e no aprofundamento do tema.

Posteriormente, a plataforma deverá proporcionar aos participantes a partilha da sua experiência, fotografias do evento, contactos uns dos outros, e o mais importante, a constituição duma base de dados, que será ponto de partida para a reedição do Evento no futuro.

Esta estratégia irá potenciar a qualidade dum Evento, promover o seu sucesso muito para lá da sua duração temporal, deixando sementes para o êxito de eventos que se lhe seguirem.

Já utilizou dinâmicas extra-evento? Qual a sua experiência?

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 18:24

17
Out 10

 

@deco4macro (flickr)

Já lá vai o tempo em que bastava ter um site. Pedíamos a um conhecido, um "técnico", um sobrinho ou um afilhado e adicionávamos o prefixo "www" e um sufixo ".com" ou ".pt" ao nome da nossa empresa e o caso estava resolvido. Um luxo permitido nessa época. Com relativamente poucos sites online, era fácil tomar uma posição passiva e esperar que o nosso público viesse ter connosco.

Hoje em dia, apenas ter um site, já não é suficiente. Há cada vez mais e melhores. E quando não se está à altura da concorrência e do mercado, o inevitável acontece e aquilo que se investiu num site em flash, com animações, botões e outras sofisticações de nada serve para nos posicionarmos de forma eficaz perante o nosso público.

Quantas vezes ouvimos casos de empresários que acabaram de investir muitos milhares de euros num site que inicialmente impressiona clientes, mas onde não conseguem mexer uma vírgula sem contactar a empresa que o produziu, um site que não aparece em motores de busca? Enfim, um site que não dá resultados.

É aqui que entra o conceito de presença online. Ter uma comunicação inteligente, mais do que ter um site é estar online, agir online com os mesmos objectivos e proactividade com que a empresa procura offline novos horizontes de negócio. Isto não significa usar os mesmos meios. Significa adaptar as acções e aspirações ao canal de comunicação que se tornou a Internet.

Ter um site bem construído, fácil de gerir e optimizado para motores de busca, um blogue de apoio para comunicar com o seu público, estar activamente nas redes sociais, criando contactos positivos com a sua marca. Uma comunicação inteligente, passa por um site e uma estratégia que lhe permitam pescar onde haja peixe.

O seu site já lhe dá resultados? Gostávamos de conhecer o seu caso. Comente este post!

publicado por Leonardo de Melo Gonçalves às 16:55

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Editorial
Gostamos da palavra propaganda, termo velhinho que, simplificando, antigamente definia sem complexos o conjunto de técnicas para publicitar uma ideia. Com o tempo, o termo muito utilizado pelos políticos numa conturbada fase do Século XX resistiu mal ao desgaste pelo sentido que assim se lhe deturpou: como se, realçar as virtudes próprias ou dum objecto, não fosse ambição e atitude legítimas, praticada por qualquer ser humano psicologicamente equilibrado e socialmente integrado. Ler mais
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